19 julho 2010

JÁ NÃO SE FAZEM REVISTAS COMO ANTIGAMENTE

Certas reflexões nos fazem dar voltas. Às vezes, voltas ao passado, como é o caso da matéria do Xico Sá. Começa falando da necessidade de o homem se manter ao lado da mulher na saúde, na doença, na TPM e na prisão de ventre, citando até sugestões que podem facilitar as coisas. E finaliza analisando como nós evoluímos. A análise fica mais clara quando lança um breve olhar para conselhos que eram dados às moças por publicações femininas dos anos 50.
    
Vendo isso, a gente conclui que já não se fazem jornais e revistas como antigamente. Aliás, nem era tão antigamente assim, só uma questão de poucas décadas: 

“Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas”. (Jornal das Moças,1957)
"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa”. (Jornal das Moças, 1965) 
“A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas,servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas”. (Jornal das Moças, 1959)
“Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa”. (Jornal das Moças, 1957)
“O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem decide – sempre”. (Revista Querida, 1953)
“Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, espere-o linda, cheirosa e dócil”. (Jornal das Moças, 1958)
“É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido”.
(Jornal das Moças, 1957)
"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo”. (Revista Claudia, 1962)
“O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza”. (Revista Querida, 1955)

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