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Em “páginas que recomendo”, na coluna à esquerda, novo link, que adicionei nesta semana. Remete para atualidades da literatura, com notícias sobre o mundo das letras. Espero que os aficionados gostem.
Também criei mais um canal de música na Kboing. Acredite quem quiser, música regional de raiz (Raízes da Terra). Por quê? Eu também não sei. Não tenho hábito de ouvir o gênero, o Blog não tem foco em cultura regional nem música sertaneja, enfim, não tem muita pertinência. Mas é um gênero rico, apesar de contaminado por muita coisa de qualidade duvidosa. É uma música que traz muito daquilo que poderá desaparecer um dia: a manifestação sentimental e artística do tradicional brasileiro do campo. Independentemente da linha estética, há que valorizar a memória dessas raízes. Não vai incomodar ninguém, pois só ouvirá quem ativar esse canal.
Esbaldaram-se em festas nesta semana a Fernanda, sobrinha linda de S. Paulo, e Valdir Diniz, de Curitiba. Parabéns aos aniversariantes. A propósito, não sei mencionar Valdir sem abrir um baú de lembranças... Recordações de um tal posto avançado (põe avançado nisso), onde estivemos juntos em missão profissional, lá pelos anos 80. Missão bem light, algo assim como acorrentar os pneus em dias de chuva pra tracionar na lama, o barro raspando no assoalho do fusca e, muitas vezes, atolando mesmo (eu sei, pode ser história pra contar para os netos, mas agora deu vontade de contar aqui... ). Ao chegar no destino, era uma tristeza. Lugar sem nenhuma rua pavimentada, nenhum restaurante, nem padaria, nem jornal pra ler, nem coisa alguma, exceto churrasco, cerveja e etc... Chamar de cidade era boa-vontade. As equipes trabalhavam lá durante um ano, mais ou menos, em sistema de rodízio. Hoje, o lugar é diferente, está bem urbanizado, melhorou muito... E não faltavam lances raros... Valdir se dobrou de rir no dia em que voltei de um passeio sobre a potranca, em trechos de barro muito grudento. Só que me esqueci de recalibrar os pneus (tipo biscoito). Eu não percebi que estavam muito duros e não flexionavam ao girar. Sem flexionar, não expulsavam o barro, que retinham entre os biscoitos, até formar um cascão na banda de rodagem e, por fim, travar, preso na balança. Mico pra nunca mais esquecer. A gente sofria um bocado, mas se divertia em dobro.
Leitores de lugares bem inesperados enriqueceram o Blog com suas visitas nesta semana. Nada menos que Dubai, Kuwait e Atenas, além de outros mais próximos. Valeu, amigos. Obrigado, voltem sempre.
Também nesta semana, o mundo assistiu às primeiras demonstrações públicas do robô que obedece a instruções transmitidas pelo pensamento humano. Fantástico! Então, fiquei pensando nas razões que levaram a Honda a abandonar a Fórmula 1. Ah, tá... Minha companheira aqui já me olhou com espanto. “O que tem a ver uma coisa com a outra?”. Preciso explicar. A Honda decidiu sair da Fórmula 1 ao final da temporada 2008. Muita gente não entendeu. É que o presidente do grupo, no Japão, olhou para a planilha dos gastos na Fórmula 1 e não gostou do que viu. Custos altíssimos, algo como 2 ou 3 milhões de euros para ganhar cada um dos pontinhos no campeonato. Ele deve ter pensado: "tanto investimento pra quê? Não seria melhor investir em algo que garanta a vanguarda da marca no futuro? Carros híbridos, elétricos, carros comandados pelo pensamento do motorista..." É o caso do robô mostrado ao mundo nesta semana. Ele traz a marca Honda no peito e não duvide que, no futuro, transforme-se em uma central eletrônica dentro dos automóveis da marca japonesa. Faz sentido a decisão lá do japonês?
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