21 julho 2007

RAPIDINHAS DA SEMANA



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Semana atípica para todos os brasileiros, que, bem ou mal, tiveram de conciliar as emoções do PAN com as tristezas da tragédia em Congonhas.

Para mim e minha família, em especial, os abalos foram intensos.

No dia do acidente, sem saber o que estava acontecendo, liguei a TV para aguardar os telejornais das 20 h e me surpreendi com as imagens da tragédia. Fui ouvindo as informações e logo me dei conta de que o prédio atingido poderia ser onde trabalha meu irmão Paulo Roberto (foto), da área de informática da TAM, que atende setor de cargas.

Tentei ligar para ele e o celular não atendia. Depois de várias tentativas, liguei pra esposa dele, que acabava de ter as primeiras informações por telefone, após longos minutos de desespero.

A essas alturas, ela já tinha a confirmação: realmente era o prédio onde ele trabalha. E ele estava lá dentro no momento do acidente.

A boa notícia é que, felizmente, não era sua hora. Ele e o colega Wanderley tiveram lucidez e sorte para agir, para evitar muita intoxicação de fumaça e para procurar uma janela acessível aos bombeiros. Foram socorridos a tempo e saíram inteiros.

São exatamente eles que aparecem naquela imagem do resgate, várias vezes exibida na TV, saindo pela janela para alcançar a escada dos bombeiros. O colega dele aparece sem camisa, Paulo aparece com camisa e um pano sobre o nariz, protegendo a respiração.

Ele me conta agora que está tubo bem. Passou a tarde de ontem respondendo mensagens de amigos pela internet, dando entrevistas e falando com repórteres, inclusive da Veja e TV Globo.
(Clique aqui para ver vídeo com entrevista dele no site da Globo)
Notícia detalhada, contando os momentos de desespero do Paulo e outros colegas, no jornal Debate, de Lins (clique aqui).

Nós, da família, estamos ao mesmo tempo consternados pelas vítimas e felizes por tanta proteção (visível e invisível) que salvou o Paulinho.
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