01 novembro 2006

CURVAS SEDUTORAS


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Sou de uma geração que curte as estradas e os meios de percorrê-las, que gosta das "máquinas" de viajar, de vencer as distâncias e dirigir por muitas horas. Sejam retas ou curvas, sempre há um prazer a ser desfrutado em cada traçado. É claro que as grandes retas contêm, implícita, certa monotonia só quebrada pelas paisagens e pela "pimenta" das próximas curvas. Ah, essas podem ser bonitas e emocionantes, embora perigosas e traiçoeiras.

Mas o que tanto nos seduz nas curvas?

Nas boas rodovias, as curvas perfeitas estão entre as melhores coisas da viagem. Nas mulheres, as curvas bem desenhadas estão entre as melhores coisas da vida, segundo os ensinamentos de Dom Casanova, um famoso conterrâneo dos meus avós (peço desculpas aos que discordam... rs).

Fiz essa foto sem me dar conta de combinações visuais nem de figuras de pensamento... Na foto acima, em primeiro plano está Leidi, curtindo uma viagem ao lado de seu carinhoso velhinho (rss..). Ao fundo, um bom ângulo da Rio-Santos, com suas curvas tão sedutoras quanto perigosas... Histórica, lendária, fascinante, essa rodovia se assemelha a certos paradoxos da vida. Belezas por todos os lados, emoção a cada momento e perigos em cada curva.

Mais tranqüilas são as curvas da Tamoios, por onde também passei. Mais apimentadas que a BR 376 entre Curitiba e Joinville e menos ameaçadoras que a Taubaté-Ubatuba, transpondo a Serra do Mar. Talvez menos, também, que a Serra das Araras, na Dutra. Agora, para quem esteja ao comando de uma moto superesportiva em passeio não radical, a Dom Pedro I é uma boa pedida, com curvas suaves e bem enfeitadas por bonitas paisagens, onde os motociclistas da região costumam acelerar forte nos fins de semana.

Só não vale perder a concentração. Distrair-se por um segundo com paisagens ou cenas paralelas pode ser fatal. Tão fatal quanto iludir-se com "curvas traiçoeiras" ou "paisagens alheias" nos planos afetivo e amoroso...

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