13 junho 2006

SAFIRAS

SAFIRAS

Recentemente, no post Escadas do Mundo, citei uns versos ao acenar para uma amiga que se despede do Brasil.

Em seguida, me perguntaram de onde os tirei e pediram o poema todo.

Bem, trata-se de uns "versinhos" que rabisquei há tempos. Estavam na gaveta, não havia intenção de tirá-los de lá por enquanto...

Mas, (atendendo a pedidos...), aí está. Publiquei também na Usina de Letras.

SAFIRAS
(Por Zé Ricardo Zani)


Divina candura,
discreta nobreza,
de branca brandura
da cor da pureza.

Não pertence a este plano,
deve estar de passagem.
Se desceu por engano,
não há mais decolagem !

Arquiteta dos sonhos,
diplomata da paz,
com mil anjos risonhos,
guardiões do que faz.

Sabor de sauvignon,
em lábios tão delicados,
oui, oui, C’est si bon,
papos bem temperados.

Dança, encanta na pista!
Trabalha, costura o mundo.
Pinta, solta a artista,
cada segundo é fecundo!

Mas em descanso, se fecha
num castelo ou no Lago.
Nenhum momento enseja
pra ser alvo de afago.

Por que se põe tão distante,
entre tomos e trincheiras,
se querem-na cintilante,
muito perto, sem barreiras?

Feliz quem puder talhar
a pedra de seu coração,
pois triste é se enxergar
na mira das safiras em vão.

Não precisa de conselho,
mas proponho com carinho:
entre ir às Ilhas Gregas
e mimar bichanas negras,
venha beber um bom vinho...

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