24 abril 2006

BRASÍLIA 18%



Riccelli e Malu Mader são protagonistas. Mônica Keiko (acima), com apenas 15 aninhos, estréia com originalidade no cinema, embora seu papel no filme seja pobre (uma garota de programa que reside no Riacho Fundo-DF).



Amigos, vou gastar algumas linhas pra falar de cinema nacional. Fui ver Brasília 18% neste fim de semana. Sabem como é, a proposta do filme me pareceu nobre e oportuna, ao trazer para o cinema situações dos podres bastidores da política nacional, neste momento de revelações, mensalões. celebrações da impunidade e quando a bandalheira é bandeira e também quase uma bancada parlamentar.

Mas, lamentavelmente, o filme segue por outro caminho, vai por um atalho pequeno... Ao deter-se demais em aspectos secundários e detalhes subjetivos, desperdiça a excelente chance de trazer ao espectador uma visão ampla e uma percepção crítica mais lúcida -- o que seria uma contribuição estratégica ao poder de discernimento político da opinião pública.

Tudo bem, trata-se de uma ficção, não um documentário. Mesmo assim, é uma pena. A bola quicou aos pés dos roteiristas... e eles preferiram jogar botão a fazer um golaço para virar o jogo!!!

Outra falha do filme é fazer coro aos que confundem a cidade com a sujeira política. Ora, Brasília não é só orgia e safadeza! Existe uma imensa população de gente honesta, que trabalha duro... E, a bem da verdade, a maioria dos políticos safados chega aqui pela vontade (ou pela ingenuidade) dos eleitores de outros estados...

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