03 novembro 2011

SOLIDÃO

Você já notou que poemas, crônicas e mensagens bonitas só são repassados na internet se forem assinadas por nomes glamurosos? 
Às vezes, fica difícil entender por que as mensagens mais interessantes ou bonitas em circulação têm de trazer a assinatura de algum famoso. São sempre os mesmos: Mário Quintana, Luiz Fernando Veríssimo, Fernando Pessoa, Chico Buarque... 
É incrível como a internet está cheia desses falsos autores. Quem sabe, uma explicação esteja em nós mesmos. Muitos de nós passam adiante uma mensagem movidos pela aceitação do autor e não pela riqueza do conteúdo. Aí pode estar a porta aberta para tantas mensagens erroneamente atribuídas a autores famosos.
Faço esse comentário a propósito do exemplo mais recente que vejo aqui em minha caixa de e-mails. É o belo pensamento sobre solidão. Circula há anos, com assinatura de Chico Buarque. Mas há motivos para questionar...
O texto está na página 79 do livro Palavras para entorpecer o coração, de Fátima Irene Pinto, publicado pela Soler Editora.
Por ser contra o plágio e contra as assinaturas falsas, este Blog recomenda ir às fontes. Neste caso, a fonte é a página virtual de Fátima Irene:  http://www.fatimairene.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=1150119  Ali ela relata detalhes da controvérsia. 


"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, 
passear ou fazer sexo… Isto é carência.


Solidão não é o sentimento que experimentamos pela 
ausência de entes queridos que não podem mais voltar… 
Isto é saudade.


Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe às 
vezes, para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio.


Tampouco é a pausa involuntária que o destino nos impõe 
compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida… 
Isto é um princípio da natureza.


Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto é 
circunstância.


Solidão é muito mais que isto…


Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos, 
em vão, pela nossa Alma!"

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