10 março 2010

HUMOR: SÓ SE ELA DEIXAR

No site da revista Veja, uma enquete: “Adriano deve ser convocado para a Copa do Mundo?” Até agora (10/3), 85% dos leitores haviam votado pelo não.

Já vimos histórias semelhantes. Aliás, Adriano parece jogar no time daqueles cujos pés são bons de bola, mas a cabeça é refém de alguma “ingrata”. Há várias historinhas de atletas que jogam um bolão... se a mulher deixar. De nada adianta o treinador jogá-lo prá cima, se a mulher jogá-lo prá baixo. Esses talentos podem desequilibrar um jogo duro, se o amor não desarranjar seu coração mole. O problema é que, muitas vezes (muitas mesmo!), estão nas mãos de alguma mulher despreparada para ajudá-los a ir adiante.

Quando vi a enquete da Veja, lembrei-me da crônica que Pedro Pedreira, desolado com a Seleção da época, escreveu em sua página de humor, em junho de 2005. Era mais ou menos assim:

Assistindo ao jogo Brasil X México, cheguei à conclusão de que o problema do treinador brasileiro não é o esquema tático, nem a condição física, nem o entrosamento... É a tal maria-chuteira.

Essa dedução vem de uma idéia mais antiga, sobre líderes árabes, e se cristalizou depois que perdi tempo, no domingo, vendo o jogo da seleção.

Esse papo está confuso, eu sei. Mas explico: da mesma forma que um dia a fatalidade para Saddam Hussein seria uma mulher chamada Monica Levinsky, para o treinador brasileiro seriam as tais marias.

Saddam e outros se divertiam com fantasias de exterminar o EUA e demais povos pecadores quando, em mais um momento de fraqueza dos profanos ocidentais, os lábios de uma estagiária transpuseram limites nos domínios privativos de Bill Clinton.

Mas certos segredos acabam vindo a público. O mundo ficou sabendo e a imagem de Clinton foi à lama. Para recuperar-se nas pesquisas pré-eleitorais, uma das estratégias foi partir para o ataque no Oriente Médio. Deu certo. Tão certo que, mais tarde, até seus adversários se beneficiariam, já que o candidato republicano gostava de gatilhos e mísseis. Bush se elegeu e Saddam se fedeu.

O futebol brasileiro parece vítima de fenômeno semelhante. Sem querer compará-lo com o Iraque nem fazer trocadilho infame, quando o Fenômeno se apaixona, é o coração do treinador que dispara. Aliás, isso já aconteceu antes. A Seleção precisa do craque. Ele, por sua vez, precisa da maria, que  precisa compulsivamente enfiar a chuteira na jaca. Outras vezes, apenas não suporta as peraltices de seu menino de ouro. Como isso acaba mal, o craque entra em crise, cai em tristeza, não treina ou não tem vontade de jogar... Seleção desfalcada... tome gol do adversário!

É por isso que não adianta torcer só pela Seleção ou pelo entrosamento da zaga. Mais importante é torcer para maria não pisar na jaca...

(ESCRITO POR RICARDO ZANI)

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