05 setembro 2009

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Por aqui, sexta-feira com um rápido vai-e-vem até Formosa. O fim de semana prolongado será de repouso e um pouco de chope, sem programação extra, a não ser assistir ao Brasil, que certamente sofrerá com os hermanos, no sábado à noite. Voltando de Formosa, pude ver na BR-020 um salseiro digno da Via Dutra, no outro lado da pista, no sentido Brasília-Formosa. Não consegui contar, mas eram dez ou vinte veículos envolvidos em vários acidentes durante a chuva. Tudo porque, no final de uma longa descida de alguns quilômetros de extensão, dois caminhões se chocaram. A partir disso, muitos que desciam foram batendo na traseira dos que estavam parando. Até a ambulância do SAMU se acidentou. As tragédias se repetem e ninguém aprende nada... Pergunte lá quantos deles sabem qual a velocidade segura numa descida braba debaixo de chuva. Pergunte a distância segura do veículo da frente. Pergunte como reduzir a velocidade em pista molhada e oleosa... A auto-escola ensinou isso? Alguém exigiu delas? Alguém as fiscalizou? Os motoristas fizeram testes nessas situações, ou pelo menos em simuladores, antes da habilitação? E pergunte, principalmente, se a rodovia tem manutenção adequada, sinalização correta e assistência digna. Nada disso... O pior é que nós não cobramos isso dos responsáveis e nem queremos nos preocupar com isso. Se a situação ficar muito precária, a gente trata de criar uma solução individual e egoísta. A gente troca o carro pequeno por um jipão bem robusto. Aí o meu problema tá resolvido e o resto que se dane, né? Vivemos acomodados com a idéia de que este inferno tropical não tem jeito mesmo, então salve-se quem puder e como puder. Para muitos, o que importa é obter a habilitação em três dias, financiar o carro em 10 anos e sair acelerando, de preferência com o braço esquerdo pra fora do carro, naquela postura de “vejam só como é fácil fazer qualquer manobra com apenas uma das mãos”. Se for um jovem ao volante, o carro poderá ser rebaixado, ter o logo da Audi bregamente colado na traseira e um som de 1.000 watts arrotando uma maldição musical. Depois, o prejuízo social, econômico e cultural é rateado entre todos nós...
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Por falar em coisas do Brasil, aí está a discussão sobre as definições do pré-sal. Que tal? Urgência para decidir. Sobre o quê? Sobre aquilo que está submerso há milhões de anos e ninguém no mundo sabe como chegar lá. Muita urgência para começar a “simples” tarefa de perfurar camadas de 5 km de rocha em águas profundas... Se podemos nos lançar a isso a toque de caixa, por que não iniciar com igual urgência a construção de uma praia artificial na Lua?
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Acabo de escrever, no parágrafo acima, palavras com e sem hífen, o que começa a pedir maior atenção, pois o Acordo Ortográfico está aí, esperando que a gente se adapte a ele. Como estou finalizando originais para uma publicação, é natural pensar na nova ortografia e adotá-la já na primeira edição. Mas quem fará essa revisão, neste momento em que só uns poucos estudiosos estão familiarizados com as novas regras? A tarefa, nada simples, coube a mim mesmo, que não estou entre aqueles estudiosos. E lá vamos nós, com os acentos diferenciais, circunflexos, os acentos em ditongos abertos ou não, o trema que tanto demoramos para dominar e agora fica extinto sem dó nem piedade e os hífens, com as novas regras, exceções e confusões. Confesso que logo nas primeiras páginas da revisão eu já sentia a cabeça rodando e os olhos exaustos. Alô Flatônio, onde está você, professor?
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Mais uma opção de música por aqui. Uma seleção de coração para coração, destinada aos mais sensíveis, aos mais sentimentais: Fala, Coração. Ainda em fase de ajuste, mas prontinha para interpretar e transmitir paixões e sentimentos. Link na coluna à esquerda. 
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Desconfio que as teclas do meu PC estão revoltadas nesta semana... Peço desculpas. Mas nem tudo é amargo. Taí Rio de Janeiro, que acaba de conquistar o primeiro lugar no ranking das cidades mais felizes do mundo. Querem coisa mais bonita do que ganhar esse título? Não se trata de uma enquete amadora num site qualquer, mas de uma pesquisa com 10 mil pessoas em 20 países, realizada pelo instituto de pesquisas de mercado "GFK Custom Research North America", avalizada e publicada  pela Forbes. Sidney (Austrália) ficou em segundo e Barcelona (Espanha) em terceiro. Conheça o ranking e outros detalhes, divulgados com a isenção de uma fonte paulista.

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