08 dezembro 2006

RAPIDINHAS DE SEXTA

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Preciso me desculpar por ter ficado ausente nesta semana. Meu Blog ficou praticamente “congelado”. Pode não justificar, mas talvez explique: foi correria mesmo! É que, de repente, tive um “montão” de coisas pra resolver... E como sou o síndico, passei a semana correndo atrás de soluções para essas coisas... Em tempo: sou síndico de mim e das minhas coisas, como explicava Tom Jobim em “tom” de profunda queixa...

Queixa de verdade é aquela dos usuários do Detran. Esse do DF é um caso à parte. Pra mim, foram horas naquele purgatório. Ao todo, quase três horas nesta semana. Tudo bem, aquela droga melhorou bem desde quando escrevi “
Na fila do Detran”, em 2002. Mas ainda desagrada muito.

Desagrada a muitos aspirantes de poeta saber que rima não gera poesia, como ensinou o mestre Houaiss. E mais: nem sempre há poesia no poema. Fazer poesia é pra quem sente e sabe dar forma literária ao que sente. Quer um exemplo de texto sem refinamentos métricos mas com muita qualidade poética?
Clique aqui.

Aqui está. Bem aqui ao meu lado: Eva Cassidy, procedente de Washington D.C., sua terra natal. É meu primeiro e único CD da grande Eva. Era também o único e último disco da cantora nas lojas da capital americana. Se agora ele está aqui, devo esse privilégio à Luiza, que chegou há uma semana trazendo-me esse presentão. Obrigado, menina!!

Meninas e meninos estiveram em festa nesta semana. Meus abraços a eles. Beth aniversariou dia 3, Sandra Lúcia será no dia 10 e Folquito foi ontem, dia 7. Este, que o Orkut me reapresentou, foi amigo da infância, colega dos primeiros anos de escola, no velho Grupo Escolar Dom Henrique Mourão, de Lins. Sim, faz muito tempo!

Não faz muito tempo, mencionei aqui minha crônica “
Quando o poder público sabe ser rápido” (escrita há pouco mais de um mês), que procura expor o contraste entre duas situações semelhantes na essência e opostas nos seus impactos políticos. A primeira situação: o atual frenesi nas altas esferas para resolver a crise no controle do tráfego aéreo. A segunda: o histórico descaso das mesmas esferas com a penúria do tráfego terrestre, os ônibus interestaduais, as rodoviárias, as estradas... Esse texto foi parar na Globo e na Veja há algumas semanas. Agora, para minha surpresa, o Jornal Nacional acaba de realizar uma série de reportagens sobre a situação dos ônibus interestaduais, que foi exibida nesta semana. Fiquei feliz por ver, no ar, em rede nacional, a ferida na qual, no mês passado, eu botei o dedo e a caneta. Gratificante! É bom ver e ouvir a TV amplificar a mesma reflexão que meu teclado escreveu semanas antes.

Antes e depois de segunda-feira, estive em Formosa. No domingo, a passeio, com direito a uma boa comida caseira típica do interior de Goiás. Na terça, por motivos totalmente imprevistos, pra acudir a uma emergência à noite. Então me vi ao volante, retornando por volta de meia-noite, cansado e sonolento... Exatamente como sempre procuro desaconselhar e evitar.

Evitei a transmissão automática, na escolha de um carro, e algumas pessoas estranharam minha decisão. Por que preferir o câmbio mecânico? Bem, é o tipo da conversa que me agrada... Desculpem-me os leigos em automóvel, mas vou me aprofundar. Obviamente, a transmissão mecânica não é a mais confortável nem a mais charmosa, mas para o motorista experiente é a melhor. Enquanto o câmbio automático está “programado” para fazer trocas de marcha em determinado regime de rotação (geralmente lá em cima, na inflexão da curva de torque), no câmbio mecânico o piloto é quem busca a rotação que convém a cada situação, segundo sua perícia e sensibilidade, desfrutando a liberdade de poupar o motor ou extrair dele o máximo possível. Na maioria das vezes é desnecessário subir no alto da curva para trocar, ou seja, com o câmbio mecânico dá pra economizar muito combustível e evitar desgaste do motor, uma vez que não precisa subir muito os giros a cada troca. Por outro lado, só o câmbio mecânico permite pilotagem agressiva, arrancadas rápidas e retomadas mais vigorosas, porque o tempo das trocas e o regime dos giros dependem só da habilidade do piloto, enquanto o automático faz as trocas no tempo e nos giros pré-definidos pela engenharia do projeto. Enfim, não é por acaso que muitos modelos esportivos (inclusive Fórmula 1) dispensam a transmissão automática, geralmente optando pelas versões avançadas do sistema mecânico, como os comandos eletrônicos no voltnate para troca de marchas super-rápidas. Bem, automático ou mecânico, pise leve e beba com moderação. Carpe diem! Fui!!

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