21 julho 2005


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Não me livro do costume de recordar o que foi bom.
Nesse dia, eu estava assim. Era um dia morno, cinzento e brilhante.
Sobre uma moto arisca e valente, numa estrada pacata, sem fim.
Encarando o indecifrável desafio das distâncias, o segredo das imensidões desabitadas e a solidão contemplativa do asfalto hipnótico.
Motor entre as pernas e o ronco poderoso despertando os quatro cantos do infinito, riscando o mapa, rasgando planícies, girando a terra sob as rodas famintas.
Viajar de moto é isso e muito mais. Com todos os riscos e desconfortos desse prazer sem lógica...
(Zé Ricardo)



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