BannerFans.com

17 junho 2005

Visite meu blog atual!



PALÁCIO DO PLANALTO - Independentemente do que rola na política, a obra arquitetônica continua linda e monumental...



MEU AMIGO TÁ NA GLOBO

Sou leitor do Mário Prata. Sou também seu admirador e quase conterrâneo. Por isso, às vezes permito-me considerá-lo amigo. Ele nasceu em Uberaba mas passou a juventude na minha cidade (interior de São Paulo), onde começou a carreira de jornalista. Foi no mesmo jornal onde eu trabalhei tempos depois. Ele também passou pela Folha de S. Paulo, por onde passei tempos depois. Além disso, em algumas coisas que ele escreveu eu vejo parte das minhas origens, como a novela Estúpido Cupido (sorry, faz tempo, hein !!), inspirada na vida social dos anos 50 na minha cidadezinha...

Bem, lendo seu último artigo no jornal Estadão, fiquei sabendo que ele se afastaria, para dedicar-se a uma nova missão na Globo. Escrever outra novela? Seja lá o que for, será coisa boa, divertida, inteligente e bem bolada...

Reproduzo, a seguir, trechos do artigo em que ele se despede dos leitores de sua coluna no Estadão:


(By Mário Prata) Há seis meses, iludido por uma púrputa estráica, me despedi de vocês afirmando que iria escrever uma novela e ficaria seis meses longe daqui.
Felizmente, para nós todos, deu no que deu e eu fiquei aqui.

Mas agora é sério. Acabo de assinar um contrato com a Rede Globo e não vou ficar seis meses fora. Vou ficar dois anos. Mas pode ter certeza, minha amiga, se ainda estivermos escrevendo e lendo, nos encontramos aqui de novo.

E, nestes momentos, fica assim com jeitão de retrospectiva do que rolou.

Foram quase 12 anos, toda quarta-feira. Mais ou menos um quarto da minha vida.

Como é momento de despedidas, me deixem puxar um pouco o saco do pessoal da casa. Foram umas 600 crônicas e em apenas duas tive problemas. Quase zero. E confesso, o jornal estava certo. Nunca me pediram para escrever isto ou aquilo. Nunca me proibiram de nada, mesmo que a minha posição política (se é que alguém ainda tem isso) fosse diversa da opinião do jornal. Nestes 12 anos aprendi a respeitar a família Mesquita e o que eles representam para o jornalismo brasileiro. Favor notar que não estou escrevendo isto, pedindo emprego, mas sim saindo.

Vou ficar com saudades de vocês.

Acredite ou não, estou escrevendo esta última crônica com umas paralelas lágrimas pingando aqui no teclado. Leitor abandonar o escritor, é fácil, minha querida. Mas o escritor largar os seus leitores, dói.

Fiquem com Deus, que escrevia certo por linhas tortas! Embora fosse péssimo de caligrafia, sempre foi meio importante.

Como me disse o diretor de redação ao ser informado da minha saída, "até 2006".

Nenhum comentário: