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07 junho 2005

DEUSAS

NINGUÉM MAIS NAMORA AS DEUSAS
Por Arnaldo Jabor

"Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que oshomens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais.É isto mesmo. Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha? Asmulheres não são mais para amar; nem para casar. São para "ver". Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados... As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchosdiante de tanta gostosura. Os machos estão com medo das"mulheres-liquidificador".O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!), é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "Valentina", a "Barbarela", a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão.Que parceiros estão sendo criados para estas pós- mulheres? Não os há.Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes- gay, filhos domesmo narcisismo de mercado que as criou. Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa.A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres.Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas escondepobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro.São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem gradesMas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho". Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens.Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos,decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.Não há mais o grande "conquistador". Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis. Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e "disponíveis"... Pois bem, com certeza a televisão tem criado "sonhos de consumo" descritos tão bem pela línguaferrenha do Jabor (eu). Mas ainda existem mulheres de verdade.Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem "dentro de casa", o seu trabalho. E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo de parecer um "chato" ou um "cara metido aintelectual". Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, raranos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas. Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos!! Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Bee Gees ou um cd do Kenny G (parece meio breguinha) .. mas é tão boooom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!!! Penso que hoje, num encontro de um "Turbinado" com uma "Saradona" o papo deve ser do tipo:"- Meu"... o meu professor falou que posso disputar o Iron Man que vou ganhar fácil!.""-Ah "meu"... o meu personal trainner disse que estou com os glúteos bem em forma e que nunca vou precisar de plástica".E a música??? Só se for o "último sucesso (????)" dos Travessos ou "Chama-chuva. " e o "Vai serginho"???...Mulheres do meu Brasil Varonil!!! Não deixem que criem estereótipos!! Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza!! Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês malharem" e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... igual a feiticeira dos seriados de Tv: Façam-os sumirem da sua vida!!!"

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