Às vezes, fica difícil entender por que as mensagens mais interessantes ou bonitas em circulação têm de trazer a assinatura de algum famoso. São sempre os mesmos: Mário Quintana, Luiz Fernando Veríssimo, Fernando Pessoa, Chico Buarque...
É incrível como a internet está cheia desses falsos autores. Quem sabe, uma explicação esteja em nós mesmos. Muitos de nós passam adiante uma mensagem movidos pela aceitação do autor e não pela riqueza do conteúdo. Aí pode estar a porta aberta para tantas mensagens erroneamente atribuídas a autores famosos.
Faço esse comentário a propósito do exemplo mais recente que vejo aqui em minha caixa de e-mails. É o belo pensamento sobre solidão. Circula há anos, com assinatura de Chico Buarque. Mas há motivos para questionar...
O texto está na página 79 do livro Palavras para entorpecer o coração, de Fátima Irene Pinto, publicado pela Soler Editora.
Por ser contra o plágio e contra as assinaturas falsas, este Blog recomenda ir às fontes. Neste caso, a fonte é a página virtual de Fátima Irene: http://www.fatimairene.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=1150119 Ali ela relata detalhes da controvérsia.
"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar,
passear ou fazer sexo… Isto é carência.
passear ou fazer sexo… Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela
ausência de entes queridos que não podem mais voltar…
Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe às
vezes, para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio.
Tampouco é a pausa involuntária que o destino nos impõe
compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida…
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto é
circunstância.
Solidão é muito mais que isto…
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos,
em vão, pela nossa Alma!"
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