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29 abril 2009

ONDE ESTÃO MEUS VINTE ANOS?

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Não sei se estou exagerando na quantidade de matérias musicais, mas é que há muita coisa boa pra mostrar. Agora, por exemplo, não posso deixar de trazer o vídeo em que Charles Aznavour vai ao palco para cantar com as duas filhas (algumas páginas se referem a esposa e filha, não sei ao certo, quem souber me escreva). A música é "Onde estão meus vinte anos?", versão em francês de "Yesterday, when I was young". Uma apresentação espetacular, sobretudo por ser interpretada por um artista que já passou dos oitenta. Vejam o desabafo poético contido na letra, que reproduzo logo abaixo... (As vezes o Youtube está demorando para carregar. Nesse caso, tente novamente). Acione play no vídeo abaixo.
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Ainda Ontem
Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Acariciava o tempo
E brincava de viver
Como se brinca de namorar
E vivia a noite
Sem considerar meus dias
Que escorriam no tempo
Fiz tantos projetos
Que ficaram no ar
Alimentei tantas esperanças
Que bateram asas
Que permaneço perdido
Sem saber aonde ir
Os olhos procurando o Céu
Mas, o coração posto na Terra
Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Desperdiçava o tempo
Acreditando que o fazia parar
E para retê-lo, e até ultrapassá-lo
Só fiz correr e me esfalfar
Ignorando o passado
Que conduz ao futuro
Precedia da palavra “eu”
Qualquer conversação
E opinava que eu queria o melhor
Por criticar o mundo com desenvoltura
Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Mas perdi meu tempo
A cometer loucuras
O que não me deixa, no fundo
Nada e realmente concreto
Além de algumas rugas na fronte
E o medo do tédio
Porque meus amores
Morreram antes de existir
Meus amigos partiram
E não mais retornarão
Por minha culpa
Criei o vazio em torno a mim
E gastei minha vida
E meus anos de juventude
Do melhor e do pior
Descartando o melhor
Imobilizei meus sorrisos
E congelei meus choros
Onde estão agora
Meus vinte anos?
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23 abril 2009

SHOW DE VOZES, BEAT-BOX E HARMONIA!

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Pessoal, já ouviram falar do The Voca People? É um grupo de performance vocal que canta muito bem e reproduz sons de instrumentos musicais com perfeição, num show de beat-box que deixa a gente hipnotizado! O que esses caras fazem não dá pra acreditar. Tudo no gogó, sem instrumentos e sem efeitos de som.

São oito atores musicais muito talentosos e com incrível coordenação e harmonia: 3 cantoras (soprano, mezzo-soprano e contralto) e três cantores (tenor, barítono e baixo). Além destes, há dois artistas que imitam os sons das caixas, considerados dos melhores nessa arte. Vamos conferir? Ligue o som e acione play no vídeo abaixo.

20 abril 2009

VISITA AO MUSEU PELA INTERNET

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Muitos de vocês já sabem que a internet está trazendo para as telas dos nossos monitores obras expostas nos melhores museus do mundo. A novidade, entretanto, é a visita virtual às salas de um belíssimo museu, com imagens em 3D. Algo realmente fantástico, muito além dos museus que se limitam a oferecer um portal com extensa lista de conteúdos, com excesso de informação e carência de qualidade.

Sentado em sua cadeira, sem fila, sem pressa e sem vigilantes por perto, você pode contemplar grandes obras! Estou falando do Museu Thyssen de Madri (link abaixo). O Gulbenkian de Lisboa também oferece "50 minutos no museu", com roteiro de visita. Ao ver o Thyssen, prefira a opção "tela cheia". Para ativar o recurso 3D, passe o cursor sobre a imagem ou clique enter. Vamos até lá?


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18 abril 2009

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Amigos, achei melhor alterar a autoplay da Rádio-Blog. É que alguns visitantes disseram que estamos com muitos posts com áudio na página inicial e, por isso, para ver qualquer um deles, teriam de desativar a Rádio. Concordo. Nesse caso, melhor deixar que cada um ative o botão da Rádio se/quando quiser ouvir.

Aos que têm mais de 15 anos, recomendo uma pausa para ouvir a playlist Old Times, nessa mesma Rádio-Blog (coluna à esquerda). Coloco ali seleções de grandes momentos da música entre os anos 60 a 90.

Aliás, quero lembrar que há algumas semanas as rádios deste Blog foram enriquecidas com diversos hits de Marvin Gaye. É uma forma de homenagear o príncipe do soul, que estaria completando 70 anos neste mês de abril...

A caloura britânica desempregada, de quem falei no último post, virou sensação no mundo inteiro! Incrível a quantidade de exibições desse vídeo no Youtube. Olhei no primeiro dia, estava em torno de 3 milhões de exibições. No segundo, passava de 6. No terceiro dia pela manhã já passava de 12 milhões. Até a TV Globo falou do assunto, nesta sexta.

Quero lembrar que há novos e bons links por aqui. Na janela “páginas que recomendo”, conheça o excelente Jornal de Poesia. Abaixo, em “links úteis”, acrescentei links para Biblioteca Digital (do Ministério da Educação) e Download de Livros.

Por último, um abraço e um agradecimento. Abraço carinhoso para a amiga Angelina, de Ibaiti, que aniversariou nesta semana. Um agradecimento ao colega Shigueyuki Yoshikuni, de Lins, que gentilmente me mandou um exemplar de "Últimas Crônicas", sua mais recente publicação. Parabéns pelo trabalho!

Bom final de semana a todos e bom passeio prá quem vai emendar o feriado!

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15 abril 2009

CALOURA DE AUDITÓRIO É A NOVA SENSAÇÃO DA MÚSICA BRITÂNICA

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Caloura de auditório, 47 anos, desempregada, nenhum glamour. De um dia para o outro, tornou-se a sensação da música britânica! O vídeo caiu na a internet e teve 3 milhões de exibições só no primeiro dia!!

Susan Boyle foi cantar no programa Britain Got Talent (A Grã-Bretanha Tem Talento) e deixou os juízes babando! A escocesa, que diz nunca ter sido beijada, foi recebida com indiferença quando disse aos juízes que sua ambição era ser uma cantora profissional. Mas a sua impressionante versão de “I dreamed a dream”, do musical “Os miseráveis”, deixou os juízes, normalmente duros na queda, embasbacados. Eles foram cativados pela cantora de Blackburn, na Escócia ocidental. Normalmente fleumático, o juiz Simon Cowell disse que a voz de Boyle é “extraordinária”. Piers Morgan disse que sua performance “atordoante” foi “a maior surpresa que eu tive em três anos de programa”.

VEJA O VÍDEO
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14 abril 2009

BACHARACH ONTEM, HOJE E SEMPRE

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Incomparável no estilo e incansável na carreira, Burt Bacharach é um dos maiores compositores de música popular do mundo, além de maestro, pianista e arranjador. Dois Oscar e 52 sucessos emplacados no "Top 40". Nenhum outro compositor teve o privilégio de ser gravado por Beatles, Elvis Presley e Frank Sinatra. Ele está no Brasil, fazendo shows em várias capitais neste mês de abril.

Ouça alguns sucessos de Bacharach (antes, desligue a Rádio-Blog, na coluna à esquerda) :

I say a little prayer
Raindrops keep falling on my head
Close to you

Veja entrevista com Bacharach

11 abril 2009

HUMOR: EM PLENA LUA-DE-MEL

Bombando nas rádios do interior: o grupo Pedra Letícia regrava Em plena lua-de-mel, agora bem divertida, com participação de Reginaldo Rossi. Note as variações de ritmo e de "idioma". Dá prá rir um bocado...(pare a Rádio-Blog, para evitar duplo áudio)



09 abril 2009

A CORAGEM DE DESVENDAR O BRASIL


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Em agosto deste ano será celebrado o centenário da morte de Euclides da Cunha, autor de Os Sertões. O Grupo Estado (ao qual pertence o jornal O Estado de S. Paulo) vem desenvolvendo desde já um ambicioso projeto para comemorar os 100 anos da morte do escritor que, por duas décadas, foi colaborador do jornal.

Trata-se de um projeto cultural multimídia, que vai além da vida e da obra do homem que se dedicou a desvendar o Brasil. Mostra os caminhos percorridos por Euclides até o Acre, em 1905, numa reportagem que reconstitui a trajetória, e reflete sobre desdobramentos do tema que fascinou o escritor. Conheça o projeto e as matérias sobre Euclides da Cunha.
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07 abril 2009

DEVAGAR POR UNS DIAS

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Aqui no Blog, uns poucos dias sem atualizações no padrão habitual. Só enquanto estou fora, pelo que peço desculpas. Aqui nas águas quentes (região de Caldas Novas), feriado de semana santa promete dias movimentados. Até breve.

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04 abril 2009

O MUNDO É UM MOINHO


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Na última quinta, todos tiveram a chance de ver o filme Cazuza - o tempo não pára, sobre a louca e breve vida do cantor e compositor, exibido pela Rede Globo em canal aberto.
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Quero falar de um breve momento do filme. Durante um ensaio do Barão Vermelho, não se sabe por que, de repente Cazuza resolve cantar um samba de Cartola. O grupo não entende, não gosta e não concorda. Cazuza insiste e acaba levando um cala-boca do Frejat, que adverte: "Isso aí é samba. Barão toca rock!!"

A música que Cazuza queria cantar é O mundo é um moinho. Aliás, é fácil deduzir que para ele próprio a vida foi o que diz o título da canção. Bem, essa música é uma daquelas que escondem uma história chocante. Ao contrário do que a gente pode supor ao ouvir a letra, Cartola não está falando de um caso amoroso, uma desilusão ou de uma traição. Dizem que Cartola a compôs durante uma noite em claro, em profunda tristeza, ao descobrir um lado da vida de sua filha (nada disso é mencionado no filme). Dizem que, longe de casa, essa filha levava uma vida, digamos, chocante demais para o coração de um pai. Vejam, então, a reação do compositor. Fez o contrário do que muitos fariam: compôs uma música para ela. E me arrisco a dizer mais. A letra não sugere acusação nem condenação, mas um lamento doloroso por alguém que se tornou vítima. Vítima de um moinho que tritura sonhos e pessoas.
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Cazuza não cantou naquele ensaio, mas cantou depois. E muito bem. Ouça O mundo é um moínho, na voz de Cazuza.
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03 abril 2009

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Em “páginas que recomendo”, na coluna à esquerda, novo link, que adicionei nesta semana. Remete para atualidades da literatura, com notícias sobre o mundo das letras. Espero que os aficionados gostem.

Também criei mais um canal de música na Kboing. Acredite quem quiser, música regional de raiz (Raízes da Terra). Por quê? Eu também não sei. Não tenho hábito de ouvir o gênero, o Blog não tem foco em cultura regional nem música sertaneja, enfim, não tem muita pertinência. Mas é um gênero rico, apesar de contaminado por muita coisa de qualidade duvidosa. É uma música que traz muito daquilo que poderá desaparecer um dia: a manifestação sentimental e artística do tradicional brasileiro do campo. Independentemente da linha estética, há que valorizar a memória dessas raízes. Não vai incomodar ninguém, pois só ouvirá quem ativar esse canal.

Esbaldaram-se em festas nesta semana a Fernanda, sobrinha linda de S. Paulo, e Valdir Diniz, de Curitiba. Parabéns aos aniversariantes. A propósito, não sei mencionar Valdir sem abrir um baú de lembranças... Recordações de um tal posto avançado (põe avançado nisso), onde estivemos juntos em missão profissional, lá pelos anos 80. Missão bem light, algo assim como acorrentar os pneus em dias de chuva pra tracionar na lama, o barro raspando no assoalho do fusca e, muitas vezes, atolando mesmo (eu sei, pode ser história pra contar para os netos, mas agora deu vontade de contar aqui... ). Ao chegar no destino, era uma tristeza. Lugar sem nenhuma rua pavimentada, nenhum restaurante, nem padaria, nem jornal pra ler, nem coisa alguma, exceto churrasco, cerveja e etc... Chamar de cidade era boa-vontade. As equipes trabalhavam lá durante um ano, mais ou menos, em sistema de rodízio. Hoje, o lugar é diferente, está bem urbanizado, melhorou muito... E não faltavam lances raros... Valdir se dobrou de rir no dia em que voltei de um passeio sobre a potranca, em trechos de barro muito grudento. Só que me esqueci de recalibrar os pneus (tipo biscoito). Eu não percebi que estavam muito duros e não flexionavam ao girar. Sem flexionar, não expulsavam o barro, que retinham entre os biscoitos, até formar um cascão na banda de rodagem e, por fim, travar, preso na balança. Mico pra nunca mais esquecer. A gente sofria um bocado, mas se divertia em dobro.

Leitores de lugares bem inesperados enriqueceram o Blog com suas visitas nesta semana. Nada menos que Dubai, Kuwait e Atenas, além de outros mais próximos. Valeu, amigos. Obrigado, voltem sempre.

Também nesta semana, o mundo assistiu às primeiras demonstrações públicas do robô que obedece a instruções transmitidas pelo pensamento humano. Fantástico! Então, fiquei pensando nas razões que levaram a Honda a abandonar a Fórmula 1. Ah, tá... Minha companheira aqui já me olhou com espanto. “O que tem a ver uma coisa com a outra?”. Preciso explicar. A Honda decidiu sair da Fórmula 1 ao final da temporada 2008. Muita gente não entendeu. É que o presidente do grupo, no Japão, olhou para a planilha dos gastos na Fórmula 1 e não gostou do que viu. Custos altíssimos, algo como 2 ou 3 milhões de euros para ganhar cada um dos pontinhos no campeonato. Ele deve ter pensado: "tanto investimento pra quê? Não seria melhor investir em algo que garanta a vanguarda da marca no futuro? Carros híbridos, elétricos, carros comandados pelo pensamento do motorista..." É o caso do robô mostrado ao mundo nesta semana. Ele traz a marca Honda no peito e não duvide que, no futuro, transforme-se em uma central eletrônica dentro dos automóveis da marca japonesa. Faz sentido a decisão lá do japonês?

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