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30 setembro 2008

COMO RECONHECER ALGUÉM DE BRASÍLIA

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Escrito por Ricardo Zani

Concebida para ser ambiente de trabalho, desde o início ela é diferente. Nasceu de um sonho, surgiu no papel, ergueu-se com ousadia. Ponto de chegada, partida, morada, guarida e safadeza bem sabida. Isso é Brasília. Alguns vieram e logo se foram, outros estão sempre de passagem, mas muitos ficaram e trabalham duro.

Hoje, é fácil distinguir um morador de um visitante ou de um pára-quedista corrupto. Basta observar.

O morador diz que um determinado lugar fica perto quando a distância é de 50 km.
Para ele, Pão-de-Açúcar é Jumbo, rotatória é queijinho, retorno é tesourinha, pintado é surubim, funilaria é lanternagem, radar é pardal, encanador é bombeiro.
Sabe que Samambaia não é uma planta, Venâncio não é nome de gente, Asa não é para voar, entrar no Eixo não endireita ninguém e Escola Classe significa escola.
Conhece pelo menos cinco pessoas que cursam Direito.
Em cada 10 mulheres, conhece 11 que são, foram ou serão psicólogas.
Pelo menos uma vez, apressou-se em atravessar a rua para escapar da chuva que caía no outro lado (numa cidade bem planejada, chove por setor e com hora marcada).
Apesar de tudo, sente-se normal quando a umidade relativa do ar cai a 10%.
Admite que não façam festas juninas em janeiro, fevereiro e dezembro. Mas ficar um fim-de-semana sem fazer churrasco, aí já é demais!
Ao ver-se num engarrafamento por mais de três minutos, manobra rápido no canteiro central e escapa do congestionamento, dando a volta pela Barragem do Paranoá ou Recanto das Emas.
Usa numerais no feminino. Ele nasceu na 12, estudou na 6 e hoje mora na 13.
Domina bem os endereços em coordenadas cartesianas e adaptou-se às diferenças entre as quadras. Se o endereço é nas 100, 200 ou 300, trata-se de um apartamento bom; nas 400, prepara-se para subir escadas; nas 700, vai mais cedo para procurar estacionamento.
Vê com naturalidade a definição das áreas: setor de diversões, setor de abastecimento, setor de inundações, setor das gangues...
Entende muito bem o que significa dizer: “Eu moro no Lago”.
Em alguma época fez parte de um grupinho de rock experimental que nasceu e morreu na garagem de um amigo.
Vê um motorista fazendo peripécias em Taguatinga e diz “Só pode ser goiano”.
Gentilmente, cede passagem ao motorista que faz sinal com o polegar para furar fila ou que se posiciona à esquerda quando pretende virar à direita.
Tem 18 parentes fazendo cursinho para concurso público. Outros 20 já são concursados.
Fica chateado quando lhe pedem para dar um recado ao Presidente.
Dedica-se muito (e reclama pouco) quando vai contratar uma secretária doméstica. Aprendeu que nesse difícil processo, o entrevistado é ele. Caso se saia bem e adote boa política de RH, talvez a candidata o escolha como patrão.
Fica indignado quando alguém de fora diz que a melhor coisa para se fazer em Brasília é ir ao aeroporto e pegar um avião para o Rio. Mas, quando ele pode, faz exatamente isso.
Mudou-se feliz para um novo condomínio, a 60 km do seu trabalho. Até reconhece que tem de rodar muito. Mas vale a pena. Aquele condomínio está na moda e ainda tem playground e churrasqueira.
Tem um conhecido procedente do Nordeste, que um dia resolveu fazer a mudança de volta, e mais uma vez mudou-se para cá, mas já fala em ir embora novamente...
Numa sexta-feira à noite, repassa a agenda de telefones, a programação da cidade e seu armário de roupas. Mas acaba pedindo pizza por telefone, para comer enquanto bate papo na internet.
Seu roteiro mais assíduo para os sábados de manhã é: rua das elétricas, revendas de carros e lojas de construção.
Não se importa se o imóvel que comprou fica em um edifício que leva o nome de quem o construiu, mesmo sabendo que o ilustre homenageado fez fortuna com o suado dinheiro dos compradores.
Necessitando ou não, veste paletó e gravata para fazer alguma coisa em algum lugar (em horários de trânsito intenso). Ou apenas para se apresentar à gatinha.
Algum dia deixou o carro em fila dupla para ir ao banco. Outro dia, teve o carro preso na fila dupla e espumou de raiva. Mas, nessas horas, costuma sorrir compreensivo quando a motorista que o trancou retorna meia hora depois, com aquele simpático “Oh, descuuulpe!”.
Certa vez, pensou em vender a moto ou as ações na Bolsa de Valores para comprar dois ingressos daquele esperado espetáculo no Teatro Nacional.
Quando vê o dia começar friozinho, sabe que até a noite a temperatura ainda vai subir e descer algumas vezes. Ou vice-versa.
Não reclama ao ver que a boate da moda dura só três meses. Consola-se com os bares, que duram alguns dias mais.
Não entende, mas acha normal que os telefones comerciais tenham números trocados periodicamente e que o catálogo telefônico chegue desatualizado de A a Z.
Quando viaja para Porto Seguro, é confundido com agressor de garçons e incendiário de índios. Nos demais lugares, pode ser visto como membro de quadrilhas políticas.
Por isso, não gosta de comprar carro preto. Compreende o risco de ser confundido e xingado em outras cidades.
Conhece 20 pessoas que foram ao Rio de Janeiro uma vez na vida e têm mais sotaque que o verdadeiro carioca.
Como todo mundo, revolta-se com o nível ético da classe política. Mas acaba achando que não está tão mal, quando pensa na “qualidade” da política local.

Se a pessoa que você conheceu se enquadra em pelo menos 10 dessas condições, realmente é de Brasília. E também é gente boa. Trate-a bem.
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26 setembro 2008

RAPIDINHAS DA SEMANA

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As águas chegaram pra valer, com tempestade e quatro horas de chuva iniciada na tarde desta última quinta. Curiosamente, a previsão do Inmet para quinta e sexta (que ainda se mantinha no site na quinta pela manhã) era de tempo bom, com sol. Um frango espetacular, por baixo das pernas dos meteorologistas!! Tudo bem, o clima em Brasília realmente está além das previsões, algo meio incompreensível, possivelmente influenciado pelo efeito do Lago Paranoá, que contribui de modo atípico para a formação e alcance de vapores na atmosfera (apenas uma dedução minha).

Umas & outras

Um abraço para Patrícia Salles, minha quase afilhada, que apagou mais uma velinha nesta semana. Pena que ande tão sumida...

Um evento de tecnologia, que vai terminando neste fim de semana, é a
Feira da Embrapa. Mesmo não sendo agricultor nem pecuarista, passei por lá e vi coisas impressionantes e promissoras. A língua eletrônica, por exemplo, é capaz de analisar, com precisão muito maior que o paladar humano, a qualidade e pureza do café, vinho e outras substâncias que não gostam de adulteração. O emprego da nanotecnologia também está por lá. Quem poderia supor que a Embrapa estivesse pesquisando teias de aranha? Muito simples: o objetivo é transferir para o algodão algumas propriedades da teia, como a resistência e elasticidade. Você sabia que o peso da aranha pode ser suportado por um fio de teia com 80 km de comprimento? Vi também (e provei) o vinho branco rico em resveratrol, propriedade característica do vinho tinto, obtido com tecnologia da Embrapa.

Uma homenagem aos iluminados que estão propondo, no bojo das mudanças do Código de Trânsito que vêm por aí, a proibição das motocicletas de trafegarem nos “corredores” entre os demais veículos. Brilhante! Só fica faltando proibir que helicóptero sobrevoe áreas urbanas, metrô trafegue no subterrâneo e submarinos naveguem submersos. Talvez algum superiluminado proponha também que pedestres sejam proibidos de caminhar em posição vertical (para evitar quedas e acidentes).

Um pensamento: “Descobrir é ver o que todo mundo viu – e pensar o que ninguém mais pensou.” (Albert Szent-Gyorgy Von Nagyrapolt).


Uma imagem que ganhou o mundo na quinta-feira. Não é propriamente a categoria de fotos que se privilegia aqui, mas a amiga Gina me diz que essa é de bom gosto, não há problema em publicar. No desfile da grife Agent Provocateur, em Londres, a modelo Daisy Lowe (ex de Mark Ronson) bateu recordes de provocação sobre a passarela, desfilando como dançarina de boate, com direito a frente e verso (imagens abaixo). Clique na imagem para vê-la no tamanho original.





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23 setembro 2008

A DANÇA DOS VERSOS

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Por Ricardo Zani
Quero hoje falar para quem gosta dos elementos sonoros e rítmicos do texto literário. Não sou especialista, nem me proponho a ensinar coisa alguma nessa área. Gostaria apenas de trazer aqui um exemplo que diz muito, que ensina melhor que certas aulas.

Esse exemplo é clássico, muito utilizado na análise da riqueza sonora típica do bom verso. Trata-se de uma tradução. Como sabem, em literatura, tradução é sempre uma questão delicada. Mas quando se trata de traduzir poemas, as coisas ficam ainda mais difíceis, principalmente pelo risco de se perder parte dos elementos originais, como o contexto, a abrangência narrativa, a métrica, a rima e, sobretudo, o efeito rítmico.

A tradução a que me refiro é de O Corvo, de Edgar Allan Poe, um dos poemas mais conhecidos, apreciados e estudados no mundo. Existem várias traduções para o português, mas as mais citadas são a de Machado de Assis e a de Fernando Pessoa. Ambas são consideradas primorosas, mas há quem diga que Machado preservou melhor a riqueza narrativa, enquanto Pessoa soube preservar como ninguém a musicalidade, a combinação sonora do texto original. Faz sentido, já que uma das traduções vem pelas mãos de um gênio da prosa, enquanto a outra, de um gênio do verso. Temos aí uma deliciosa lição de literatura. Compare as duas traduções e perceba as qualidades de cada uma e as diferenças entre ambas.

Machado de Assis
Fernando Pessoa


Veja, abaixo, a espetacular interpretação de The Raven (O Corvo), no idioma original, com o ator Vincent Price.


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22 setembro 2008

TALENTOS E ENCRENCAS

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O que não falta na mídia é notícia pra nos chocar. Uma delas, neste fim de semana, é sobre os problemas de George Michael com a polícia, em Londres. Infelizmente, não é a primeira vez que ele tem esse tipo de problema (leia mais). Então, a gente se pergunta: por que um cara com esse talento e esse potencial aparece envolvido em situações assim complicadas? Sou admirador do George desde o lançamento de Careless Whisper, lá pelos anos 80. É um desses hits que a gente não se cansa de ouvir. Outros também gravaram essa música. Trash Pour 4, Cidia & Dan, Tamia, Julio Iglesias... Há um disco em que Kenny G dá um show acompanhando Brian Mcknight e Earl Klu, mas nenhuma dessas produções chega à mesma qualidade e ao mesmo "clima" da gravação do George, nem ao mesmo som do sax que arrepia nos arranjos originais. Vamos torcer para que o moço saia inteiro dessas encrencas e não recaia jamais...

Relembre o sucesso de George Michael no clipe que postei em
março, neste Blog (clique aqui e depois veja o vídeo logo abaixo) ou em Old Times, na Rádio-Blog, à esquerda desta página.
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20 setembro 2008

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Semana de pouca conversa e muita imagem aqui neste espaço. Um jeito de compensar o excesso de textos dos últimos posts.

Para nossa satisfação, este DF não pára de crescer e se modernizar, apesar dos muitos desequilíbrios a serem corrigidos. Agora, notícia recente no Correio Braziliense confirma mais um shopping (o 18º), com inauguração prevista para 2009, na Asa Norte, bem ali ao lado. Conheça a planta.

Um pensamento: “Muitos escritores se acham imortais, embora sejam apenas infindáveis” (Millôr Fernandes).


Um recorde documentado em 31 de agosto último: o mineiro Rodrigo Fiúza concluiu a mais rápida volta ao mundo de moto, entrando para o Guiness. Foram 36 mil km em 89 dias. Só na Sibéria, rodou 11 mil km. Não, não foi com nenhuma supermáquina de grande porte, mas numa valente Yamaha Lander 250 cc. Conheça o site do Rodrigo.

Uma dica sem qualquer relação com literatura nem arte, mas para ajudar amigos que já foram premiados com a intolerância à lactose, como eu e Leidi. O leite Zymil, da Parmalat, é específico para nosso caso. Baixíssimo teor de lactose e adição de Lactase, a enzima que quebra a molécula do açúcar lácteo. Não é propaganda, apenas informação de nutricionista.


Um convite: visitem o blog Letras & Artes, do Paulo Martins, professor doutor de Língua e Literatura Latina na USP (adicionei link na coluna à esquerda desta página). Ensaios, resenhas, notas e traduções literárias para aficionados e estudiosos. Blog dos bons.
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19 setembro 2008

FOTOS FANTÁSTICAS - 7


Série imagens fantásticas.
Clique para ver no tamanho original.
(fotos distribuídas sem créditos)
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17 setembro 2008

FOTOS FANTÁSTICAS-5


Série imagens fantásticas.
Clique para ver no tamanho original.
(fotos distribuídas sem créditos)
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15 setembro 2008

FOTOS FANTÁSTICAS-2

Série imagens fantásticas.
Clique na imagem para vê-la em tamanho original.
(foto distribuída sem créditos)
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13 setembro 2008

FOTOS FANTÁSTICAS-1

Série imagens fantásticas.
Clique na imagem para ver no tamanho original.
(foto distribuída sem créditos)
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12 setembro 2008

RAPIDINHAS DA SEMANA

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UMAS...

Um abraço: para Caio Soares, que depois de décadas revi na academia aonde levo o Daniel. Caio é velho companheiro dos tempos de trabalho duro no interior "brabo", mas hoje aposentado e radicado em Brasília.

Um lembrete: a partir deste domingo, dia 14, temos a exposição “Mandalas”, da artista plástica Elda Evelina, no Capital Gula, simpático restaurante aqui ao lado (SCRN 716 – Bloco D )

Um som: You’re the first, the last, my everything, na voz grave e profunda de Barry White. Ele fez sucesso nos anos 70, principalmente fora do EUA, nos países latinos, mas só foi reconhecido mesmo em 2000, quando recebeu dois Grammy. A música está disponível na Rádio-Blog, na janela à esquerda desta página, na playlist Old Times . A mesma canção ele interpretou com Pavarotti. Mas a parceria deliciosa e inesquecível foi com Lisa Stanfield, em All around the world .

Uma dica: sobre o gerenciador de download Orbit (free). Dois técnicos me recomendaram e fui conferir na página de informática UOL (que também recomenda). O download fica mais rápido. Uma das explicações para isso: o programa concilia ferramentas como os firewall e anti-espiões, que às vezes entram em conflito na hora de baixar arquivos.

& OUTRAS

Nesta semana, Lu (Ludgero Neto) virou outra página de sua juventude, com festa e carinho de toda a galera, lá no Paraná. Parabéns, menino!

Outra pessoa que merece nossas homenagens é a amiga Yole. O motivo, agora, não é aniversário, mas a função que assumiu, no comando de uma importante área da SECOM, na Presidência da República. Sucesso aí, mocinha!!

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DRUMMOND NA VOZ DE DRUMMOND

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É claro que José não é um poema de alegria ou felicidade, como não o são muitos dos escritos do poeta. Mas é uma pequena relíquia, sobretudo quando declamada pelo próprio autor.

Ouça Carlos Drummond de Andrade (Clique abaixo. Se necessário, aguarde alguns instantes, enquanto o computador carrega vídeo).


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07 setembro 2008

CORPOS E ARTE

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Imagens do site fotográfico http://www.olhares.com - categoria "Nus". Clique sobre as imagens para vê-las no tamanho original. Visite olhares.com para conhecer seus fotógrafos.
De cima para baixo:
1) Paula Ferrer #6 - de Luiz Aguiar photoGraphy
2) Foto de Tuta
3) Could I have Your Kiss Forever - de Guilherme Santos
4) Foto de Luis Mendonça
5) Ensaio N2 - de Wendell Freitas
6) Foto de Nuno Belo
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05 setembro 2008

RAPIDINHAS DA SEMANA

Nesta semana, o clima no DF vai chegando aos limites, com calor escaldante e secura agravante. Quem malha durante o dia já sentiu a dificuldade. Quem trabalha sob o sol, muito mais...

Mais uma vez, tudo indica que há operadoras de telefonia enrolando a gente. Uma delas lançou um plano de internet banda larga que anuncia velocidade de até 800 kbps. E já foi logo debitando a adesão ao novo plano em nossas faturas, sem nos consultar. Até aí o abuso nem surpreende tanto (já nos acostumamos com esse tipo de arbitrariedade?). O abuso fica gritante na hora de medir a velocidade real da conexão. Você pensa que tem 800 kbps, mas na verdade... Melhor você mesmo conferir. Um bom medidor gratuito está neste link: http://www.speedtest.net/mini.php Para denunciar/reclamar, a central de atendimento da Anatel, é 0800 33 2001. Para você registrar por escrito sua reclamação, utilize a página da Anatel: http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalInternet.do

Notaram quantas notícias de crianças caindo de edifícios, nesta semana? O que está acontecendo? Campeonato de queda livre (sim, é humor de mau gosto) ou apenas o exagero da imprensa, divulgando como extraordinário aquilo que (infelizmente) é estatística do cotidiano, no rastro do alto Ibope do caso da “menina Isabella”?

Quero testar aqui um novo formato para nossas rapidinhas. Digamos que possam conter algo chamado Umas & Outras, como, por exemplo:

Uma idéia – Do grande guru Peter Drucker: "A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo."

Um som – Simon & Garfunkel, com Scarborough fair. Dueto perfeito, harmonia delicada e qualidade reconhecida. Não é nova, mas é boa (na janela da rádio, à esquerda, abra a playlist OLD TIMES e clique em Scarborough fair)

Uma imagem – ipê branco, que embeleza a primavera deste Planalto (clique aqui)

Um sorriso – Só pra imaginar e relaxar: nesta semana, faltou luz durante um casamento coletivo num templo hindu no sul da Índia. Mas o ritual teve de prosseguir mesmo assim. Ao final, a dramática constatação: dois dos noivos se casaram com as mulheres erradas. Será que na Índia se aceita devolução?
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PLANOS E ÂNGULOS

Algumas das riquezas da fotografia são os ângulos criativos. Já nem me lembrava dessa, que ontem reapareceu em meus arquivos por acaso. Aqui, um ângulo preciso e três planos bem compostos. Todos se expressam, completam-se e comunicam-se numa linguagem própria e íntima dos amantes das distâncias e das viagens... (eu não podia me fotografar nesse ângulo, obviamente... Os créditos são da fotógrafa Vilma Santos).
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03 setembro 2008

REESCREVENDO UM CAPÍTULO DA HISTÓRIA

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Quero voltar a um nome que já citei algumas vezes por aqui. Os amantes das letras certamente não irão reclamar.

Trata-se de Homero, a respeito de quem não se sabe muito. E do pouco que se sabe, até hoje há controvérsias, exceto em um ponto: teria sido um dos maiores poetas de todos os tempos. Mas até mesmo sua existência é tida como incerta por alguns historiadores.

É o típico caso de um capítulo vago na história, justamente um período tão significativo da civilização. Mas é também o típico caso em que, segundo alguns estudiosos, a mediunidade pode reescrever o capítulo reticente.

Vejam o que diz o relato: em 1860, na França, um médium de modesta instrução, que trabalhava em cooperação com Allan Kardec, psicografou uma mensagem com conteúdo e forma incomuns, que sugeria excepcional domínio da palavra.

Quando, a certa altura dos trabalhos, um dos médiuns perguntou sobre a identidade do autor das mensagens, obtiveram essa resposta:


--Minha juventude foi embalada nas ondas; a poesia me deu cabelos brancos; é a mim que chamais Homero.

É claro que dificilmente tal relato preencheria os requisitos de uma investigação científica. Mas vale pela coerência e eventual contribuição para elucidar a questão. Os detalhes dessa história são impressionantes. Leia mais no site
Terra Espiritual.
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