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29 janeiro 2008

PARA ALEGRAR A TELA E ANUNCIAR FEVEREIRO

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Alguns amigos comentaram que nos últimos dias eu exagerei nos textos e abandonei as imagens, no que estão cobertos de razão. Então aí estão algumas típicas de fevereiro. Tentem identificar, abaixo, musas como Grazi Massafera, Adriana Bombom e Juliana Paes... (para ver no tamanho original, clique sobre a imagem)

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25 janeiro 2008

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Foi a semana de retorno à malhação, depois de quase um mês no merecido "recesso" de fim de ano. Nessa hora a gente vê que sobra peso e falta vontade. Como sempre, esse retorno é lento e preguiçoso. Quilo e meio sobrando na balança, um ano a mais na idade e lá vamos nós. É por isso que eu digo: matricular-se na academia sempre torna a vida mais prazerosa: ir malhar é gostoso, deixar de ir é uma delícia.

Na semana passada, mencionei aqui umas sugestões e questionamentos sobre a falta de indicadores de criminalidade atualizados, que dias antes eu havia enviado para algumas chefias de redação de jornais e telejornais. Coincidentemente, a revista Veja de 23 deste mês dedicou duas páginas ao assunto, sob o título "Homicídios caem nas capitais e sobem no interior". O Correio Braziliense (maior e mais antigo jornal do DF, grafado assim mesmo com "z" em braziliense) também entrou no assunto, sob o título
"Estudo aponta 1 milhão de homicídios em 30 anos no Brasil" (clique aqui para ler). Essas matérias confirmam que as estatísticas existem, tanto no setor público como nos círculos não governamentais. O que falta, imagino eu, é agilidade em sua atualizazão e apoio para sua análise e divulgação. Além, é claro, da crônica falta de uniformização metodológica, interface eficiente entre os centros de informação e isenção no tratamento do material. A falta de informação incomoda a gente -- e sua divulgação incomoda a certos dirigentes públicos -- porque, enquanto os números ficam em banho-maria, as pessoas se acostumam a banalizar o crime e a opinião pública vai-se esquecendo de que vivemos em meio a uma violência comparável ou pior que a de países em regime de guerra.

Com um mês de atraso, fico sabendo hoje, pela amiga Vera, do BB, do falecimento de Hamilton Caramaschi. Esse engenheiro ficou famoso pelo seu hobby aparentemente extravagante. Obstinado colecionador de armas (com registro e autorização das autoridades competentes), constituiu um dos maiores acervos da América Latina. Ultimamente, sua coleção passou a ser considerada um museu de armas e veículos militares, em sua casa, aqui no DF. Veja nota da Federação de Tiro Esportivo.

Depois de passar uma tarde deliciosa passeando com meus dois netos, na última terça, recebi do Odimar a cópia de uma belíssima crônica de Rachel de Queiroz, que traduz com perfeição aquilo que a gente sente nesses momentos felizes. Porque gostei muito, publiquei aqui (texto abaixo). Valeu, amigo.
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A ARTE DE SER AVÓ (E AVÔ)

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"Netos são como heranças, você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu... É como dizem os ingleses, um Ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade trata-se de um filho apenas suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, filho do filho, mais filho que filho mesmo... Cinqüenta anos, cinqüenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as suas compensações: todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto, mas acredita. Todavia, também obscuramente, também sentia seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.

Não de amores com suas paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essa efervescência. A saudade é de alguma coisa que você tinha e que lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças?

Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que tem sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres adultos; não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe coloca nos braços um bebê. Completamente grátis, nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choros, aquela criancinha da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um filho seu que lhe é devolvido. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância. Ao contrário, causaria espanto, decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá netos para nos compensar de todas as perdas trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixados pelos arroubos juvenis.

É quando vai embalar o menino e ele, tonto de sono abre o olho e diz: Vó, seu coração estala de felicidade, como pão no forno."

(por Rachel de Queiroz)
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24 janeiro 2008

UM SORRISO CHAMADO JULIA ROBERTS... UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL...

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Na noite de ontem, mais uma vez Um lugar chamado Notting Hill honrou uma telinha de TV (Telecine, por assinatura). Mais romance que comédia, mais emoção do que produção e mais química do que nunca entre Julia Roberts e Hugh Grant, nesse ótimo filme de 1999, dirigido pelo mesmo diretor de Quatro casamentos e um funeral (Roger Mitchell).

Boa seleção musical, em que a envolvente She vai muito bem como trilha nas cenas finais. A música foi sucesso com Charles Aznavour, mas em inglês seu sotaque fica devendo. Fica melhor com o Elvis Costello. É desse sortudo a voz que interpreta She no filme. O "sortudo" é por minha conta, já que é marido de uma diva do jazz contemporâneo (Diana Krall). Só por esse motivo considero-o mais abençoado que o próprio Tracker (Grant) do filme.

Clique aqui para ouvir She, com Elvis Costello e acompanhe a tradução, abaixo.

Ela
Talvez seja o rosto que não consigo esquecer,
Um pouco de prazer ou remorso,
Talvez seja meu tesouro ou o preço que tenho de pagar.
Ela talvez seja o sol que o verão canta,
Talvez seja o arrepio que o outono traz,
Talvez seja uma centena de coisas diferentes
Dentro dos limites de um dia.

Ela
Talvez seja a bela ou a fera,
Talvez seja a fome ou o banquete,
Talvez transforme cada dia num paraíso ou num inferno.
Ela talvez seja o espelho dos meus sonhos,
Um sorriso refletido num riacho,
Ela talvez não seja o que ela parece ser
Dentro de sua concha.

Ela, que sempre parece tão feliz numa multidão,
Cujos olhos podem ser tão reservados e tão altivos,
A ninguém é permitido vê-los quando eles choram.
Ela talvez seja o amor que não se pode esperar que dure,
Talvez venha para mim das sombras dos passado
Que me lembrarei até o dia em que eu morra.

Ela
Talvez seja a razão pela qual sobrevivo,
O "porquê" e o "para quê" pelos quais estou vivo,
Aquela por quem me importarei durante os rudes e breves anos.
Eu, eu tomarei seu sorriso e suas lágrimas
E farei deles todos meus souvenires.
Pois onde ela for eu tenho de estar,
O propósito de minha vida é
Ela, ela, ela...


Escrito por Ricardo Zani
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20 janeiro 2008

INTERPRETAÇÃO LÚCIDA DE UMA REALIDADE CONFUSA

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Às vezes, grandes transformações em curso no mundo de hoje parecem desafiar nossa capacidade de análise e compreensão. A China e a Índia são exemplos disso. A "explosão" e o gigantismo de países como esses estão trazendo novo impulso e novo significado ao equilíbrio de poderes e aos rumos da economia e da política mundiais. Pois bem, ainda assim, com um pouco de pesquisa e estudo, é possível compreender o básico.

Difícil mesmo é compreender o Brasil. Freqüentemente, quando a gente pensa que conseguiu interpretar sua verdadeira história e analisar a dinâmica e a lógica dos rumos atuais, percebe que, no fundo, não é bem aquilo. Para piorar, parte da imprensa ajuda a desinformar e confundir. Por tudo isso, sempre é bom ouvir com atenção os bons estudiosos do Brasil.

José Murilo de Carvalho é um desses estudiosos. Tido como um dos mais lúcidos e sagazes intérpretes do Brasil, tem ótimos trabalhos publicados. No momento, estou lendo A Formação das Almas, em que José Murilo se debruça sobre símbolos nacionais, monumentos, figuras históricas e até charges de jornais para "ler" ali a simbologia e a mitologia do sistema político vigente. Esse, porém, não é seu livro mais recente. Em 2007 lançou uma detalhada biografia de D. Pedro II, elogiada e bem-recebida nos meios especializados.

Para mim, entretanto, o melhor desse doutor em ciência política (Stanford - EUA) não está nas pesquisas de história, mas sim na leitura que ele faz do cenário e dos fatos atuais. Não faz muito tempo, concedeu uma entrevista em que mostra, com muita propriedade e extrema objetividade, um pouco de sua visão e de sua análise crítica.

Vale a pena ter contato com o pensamento de José Murilo.
Clique aqui para ver a entrevista nas páginas da Revista Veja.

Escrito por Ricardo Zani
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18 janeiro 2008

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Semana já em ritmo quase normal, exceto pelo Carnaval que ainda vem por aí.

Vou começar mandando um abraço muito especial ao Cilmar, Malinho e demais amigos da Rádio Alvorada de Lins, que passou a falar para os internautas do mundo através do seu
site inaugurado nesta semana (clique aqui). Parabéns a todos eles.

Parabéns aos aniversariantes da longa lista do início de janeiro, especialmente ao Hermínio (meu pai), à Karla (nora), Graça Chaves (mãe da Karla), Tony (sobrinho de S.Paulo) e Lucas (afilhado do Paraná).

Saudações esportivas ao quase desconhecido Mimi, do Quixadá, que ontem fez um gol olímpico cinematográfico durante partida contra o Ceará (Campeonato Cearense), ao bater escanteio direto para a rede adversária... É o gol que tantos craques sonham em contabilizar na carreira.

Antigos amantes do xadrez lamentam a morte de Bobby Fisher, o gênio campeão da década de 70, único americano a tirar o título mundial da incrível hegemonia soviética da época. Lembro-me bem das emoções de 1972, quando a gente acompanhava lance por lance o duelo do século, entre Fisher e Spassky. Mas o gênio, que de louco também passou a ter traços cada vez mais fortes, se recusaria a defender o título em novo duelo, anos depois, perdendo-o definitivamente. QI comparado ao de Albert Einstein, Fisher acabou foragido e preso no Japão, antes de se refugiar na Islândia. Viveu 64 anos, o mesmo número de casas do tabuleiro de xadrez. Saiba mais.
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Reorganizei os links da coluna à esquerda deste Blog. Separei-os com um pouco mais de critério e acrescentei dois links muito valiosos.


O primeiro é Contas Abertas, uma brilhante iniciativa pela abertura ao público das contas oficiais, com aprofundadas análises e claras interpretações e críticas sobre os gastos públicos no Brasil. Contas Abertas tem à frente pessoas sérias e competentes, como o patureba Augusto Carvalho, ex-colega no BB, formado em sociologia, hoje no quarto mandato de deputado federal. Augusto é uma das honrosas exceções do meio parlamentar brasileiro, pela integridade de sua carreira, pela competência técnica e política e pela atuação tão eficiente quanto eficaz.

O segundo é Transparência Brasil, site de uma ONG voltada para a informação transparente e isenta sobre o país. Pode parecer bobagem, mas nos dias de hoje isso está fazendo muita falta. A propósito, nos últimos dias estive pequisando sobre indicadores de criminalidade no Brasil e me surpreendi com a falta de informações atualizadas. Dificilmente se encontra alguma coisa atualizada após 2003. O que houve? Não me digam que as informações foram abafadas depois desse ano! Dou aqui o grito inconformado, assim como fiz nesta semana junto a algumas centrais de imprensa, inclusive redação da Veja e do Jornal Nacional, questionando e sugerindo pautas. Aliás, convido os amigos a fazerem o mesmo. Nenhuma crítica política, apenas questão de cidadania. Afinal, se as estatísticas elaboradas com boa metodologia já costumam esconder muita coisa, imaginem a falta de estatísticas!! Como dizia o brilhante Roberto Campos, "estatística é como biquini: o que mostra é interessante, mas o que oculta é essencial". Fui.

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16 janeiro 2008

VISÃO ESPETACULAR DO PLANETA

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As imagens acima são fotos de satélite, em condições privilegiadas, com tempo bom e céu muito limpo. Em algumas, é possível ver regiões onde é noite, ao lado de regiões onde ainda é dia (clique sobre as imagens para vê-las em tamanho maior).
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Na terceira foto de cima para baixo, observe a faixa azul claro, no litoral norte. É a plataforma continental brasileira. Na quarta foto, as luzes mais fortes são as maiores capitais. Os dois maiores pontos luminosos no Sudeste são Rio de Janeiro e São Paulo. Um pouco acima do Rio está Belo Horizonte. Um ponto menor, logo acima de São Paulo, é a região de Campinas. No Nordeste, são bem visíveis Salvador, Recife e Fortaleza. No Centro-Oeste aparecem Distrito Federal e Goiânia. Pouco abaixo de Goiânia se vê Uberlândia.
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Na quinta foto, o conjunto de luzes mais fortes, próximas do Atlântico, são (de cima para baixo) Boston, Nova Iorque, Filadélfia e Washington. Chicago, Dallas e Houston também aparecem como os outros maiores pontos mais à esquerda.
Na última foto, os Alpes Suiços.
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13 janeiro 2008

A VIDA EM FAMÍLIA

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O mundo lembra um teatro,
Cuja função nunca cessa,
Toda casa lembra um palco,
Cada família é uma peça.

O espetáculo é de todos,
A prova é parte comum,
Mas proveito e aprendizado
São coisas de cada um...

Antes do berço rogamos
A luta que nos apraz,
Depois, muito comumente,
Buscamos voltar atrás.

Requisitamos em prece
Inimigos por parentes
E ao revê-los, ombro a ombro,
Reclamamos descontentes.

Às vezes, a filha ingrata
É aquela jovem sofrida
Que abandonamos à rua
Nos prazeres de outra vida.

Filho criando problema,
Tristeza, mágoa, perigo:
Adversário de outrora
Cobrando débito antigo.


Amigos, notem a beleza poética, a filosofia e a profundidade dos versos acima. Quando li, fiquei impressionado com a grandeza e a leveza que o autor (Cornélio Pires) conseguiu combinar tão bem, numa curta e bonita lição para entender a vida e as relações de família em seus enigmas mais difíceis. Clique aqui para ver o poema na íntegra.
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09 janeiro 2008

DE VOLTA











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Depois de um giro até o litoral norte de São Paulo (fotos acima; clique nas imagens para ver as rugas de perto), aqui estamos de volta. Foram duas semanas por aí, incluindo breves "escalas" no interior de S.Paulo e interior de Minas, onde tive a alegria de rever pai, irmãos, filho, nora, tia, prima, sobrinhos e velhos amigos.
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Em Lins, casualmente encontrei o amigo e ex-colega Moacyr Amaral, que eu não via há umas boas décadas. Radialista muito experiente e conhecido na região, hoje dirige o dinâmico jornal Debate, que também está na internet (clique aqui). Também tive a satisfação de reencontrar Ariovaldo, ex-colega desde os tempos do velho ginásio, hoje em S.J.Rio Preto, mas com novos projetos em Ribeirão. Lamentei o desencontro com Odimar, em conseqüência de uma falha de comunicação (culpa minha).
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Mas o que eu pouco gostei de rever foi o velho e típico calor da região, em níveis que há anos não se via nessa época.
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Uns dias em Ubatuba, sempre linda e agradável. Mas com alguns probleminhas de congestionamento de ruas e restaurantes nessa época de alta temporada. Passeio gostoso, lugar delicioso. Agradeço à amiga Verluci pela indicação do hotel, na Praia da Enseada. E aproveito para recomendar a ela as massas do hotel vizinho, bem ao estilo dos proprietários italianos (Porto Di Mare).
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O ponto negativo das viagens de carro continua sendo as estradas no circuito sem pedágio e as grandes distâncias sem estrutura alguma. Aliás, onde há pedágio o problema é seu preço! Bem, voltando pra casa, quando pela Anhanguera, o prazer de dirigir e viajar vai terminando na região de Uberlândia, pois de lá pra cá as estradas pioram muito. Em caso de emergência, a assistência é muito precária, restaurantes e lanchonetes não resistem a dois minutos de inspeção sanitária, postos de gasolina não proporcionam um pit stop confiável e agradável, o asfalto sempre pode conter surpresas perigosas. Quando volto por S.J. Rio Preto/Prata, fica ainda pior, pois em lugar de pistas duplas, o que há é uma topografia acidentada, com muitas lombadas e muitos caminhões.
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Chegando a Brasília, encontro a capital preocupada com a febre amarela, que já deixa rastros no estado de Goiás, justamente em época de férias, quando tanta gente planeja sair para os campos e cerrados. As alternativas prudentes são conferir a caderneta de vacinação ou procurar um posto de saúde para se imunizar. Mas, de repente, todos os postos ficaram superlotados. Uma das áreas mais movimentadas é a jurisdição dirigida pela Dra. Jussara, que teve de interromper suas férias para administrar a "loucura" nos postos de vacinação.
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Ao chegar em casa encontrei as mudas de bandeira-branca prostradss na terra. Não, não foi a febre amarela. Plantei-as antes de viajar, num cantinho do quintal. Mas, apesar de ser janeiro, pelo jeito faltou chuva por aqui e elas não se agüentaram. Então, dei-lhes muita água e na manhã seguinte elas estavam em pé novamente, verdinhas, revigoradas, ávidas para viver e crescer. Como é belo e gratificante o espetáculo da vida!!
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