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Pouco a comentar neste fim de semana que passo fora do DF. Estou postando "em trânsito", do hotel em Caldas Novas. Passeio de gosto duvidoso para alguns, tranqüilo e relaxante para outros. Pra mim, depois de vir dezenas de vezes, o segredo é simples: quem vem a Caldas atraído pela cidade, pode não gostar. Mas quem vem pra ficar num lugar gostoso e confortável, certamente não se arrepende. Ou seja, para que o passeio seja bom, tudo depende do lugar onde se vai ficar. Para quem mora em Brasília, essa viagem se tornou fácil e rápida, desde quando foi concluída a estrada secundária via Luziânia (300 km, totalmente asfaltada).
Um aniversário pra registrar neste sábado, dia 30. A jovem paranaense Tatiana, que hoje mora em Lorena (SP), coleciona mais uma bonita primavera. Parabéns e forte abraço, Tati.
Conheci há poucos dias o site de uma colega de Brasília, hoje aposentada e dedicada a atividades artísticas de ótimo nível. Para quem curte artes plásticas, vale a pena conhecer o trabalho de Elda Evelina. Clique aqui.
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29 agosto 2008
RAPIDINHAS DA SEMANA
27 agosto 2008
O ÚLTIMO PATRIARCA DA NOSSA MÚSICA
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Só louco
Amou como eu amei
Só louco
Quis o bem que eu quis
Ah, insensato coração
Porque me fizeste sofrer
Porque de amor pra entender
É preciso amar, porque
Só louco, louco...
(Dorival Caymmi)
Leia mais sobre a vida e a obra de Dorival Caymmi, o "último patriarca da música brasileira".
Clique no play, abaixo, para ver vídeo (interrompa antes a execução de rádio, usando o botão play).
Só louco
Amou como eu amei
Só louco
Quis o bem que eu quis
Ah, insensato coração
Porque me fizeste sofrer
Porque de amor pra entender
É preciso amar, porque
Só louco, louco...
(Dorival Caymmi)
Leia mais sobre a vida e a obra de Dorival Caymmi, o "último patriarca da música brasileira".
Clique no play, abaixo, para ver vídeo (interrompa antes a execução de rádio, usando o botão play).
24 agosto 2008
A ÁGUA TE LAMBE, A ÁGUA TE ABRAÇA

A água é falsa, a água é boa.
Nada, nadador!
A água é mansa, a água é doida,
aqui é fria, ali é morna,
a água é fêmea.
Nada, nadador!
A água sobe, a água desce,
a água é mansa, a água é doida.
Nada, nadador!
A água te lambe, a água te abraça,
a água te leva, a água te mata.
Nada, nadador!
Se não, que restara de ti, nadador?
Nada, nadador.
(Poema do nadador, de Jorge de Lima)
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CAMPEÕES OLÍMPICOS - BEIJING 2008
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De cima para baixo:
Maurren Maggi, meninas do vôlei e Cesar Cielo (todos do Brasil), Michael Phelps (EUA), Shaw Johnson (EUA), Galnara Galkina-Samitova (Rússia), Christine Ohuruogo (Reino Unido), Sandra Izbasa (Romênia), Yelena Isinbaieva (Rússia), Wang Xin e Chen Ruolin (China), Kerri Walsh, de costas (EUA), Usain Bolt (Jamaica), Shelly Ann-Fraser (Jamaica), Constantina Tomescu (Romênia).
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ouro em Beijing 2008
23 agosto 2008
RAPIDINHAS DA SEMANA
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Estamos aí no final das Olimpíadas de Pequim. Agora, como explicar tanta frustração entre brasileiros? Preparo insuficiente seria uma resposta, mas não acho satisfatória. Instabilidade emocional também ficou visível. Mas há um detalhe que chama a atenção. Uma coisa é ir às Olimpíadas encarnado no papel de competidor obstinado. Outra coisa é ir como celebridade com fortuna feita. Ou como prodígio pré-aclamado. Com poucas exceções, quem vai na segunda condição costuma competir mais por dever do que por verdadeira motivação, enquanto o semi-anônimo ávido por ascensão compete por ideal, por objetivo de vida. É mais ou menos o que acontece com a seleção brasileira de futebol em copa do mundo. Quem vai à copa pra garantir um lugar no cenário mundial joga de um jeito. Quem é figurão que já chegou ao auge da fama e da fortuna, vai pra cumprir ritual, às vezes um incômodo ritual para ele. E joga de outro jeito. Exemplo da primeira condição: Maurren Maggi. Exemplo da segunda? Alguns nomes do futebol masculino do Brasil, provavelmente.
Mas uma das coisas que ficaram desses jogos, além dos jamaicanos-foguetes e do Michael Peixelps, ou melhor, Phelps, foram os atletas madurões competindo com desempenho verdadeiramente olímpico. Muita gente com mais de 30 ou na faixa dos 40 estava lá, com o vigor de 20! Será uma confirmação pública das novas possibilidades de retardar o declínio físico do ser humano?
Nesta semana, a instalação da rádio no Blog deu uma boa mão-de-obra. Mas, finalmente, está concluída a primeira etapa. Para quem não conhece bem essa mídia (rádio) dentro de outra mídia (blog), vale lembrar que funciona como um toca-disco automático. Abriu o blog, ela começa a executar uma seleção de músicas em uma das playlists. Quem preferir outro gênero musical, pode tentar nas outras playlists da mesma rádio. Mas, nesse caso, deve clicar em uma das músicas para iniciar a execução automática. Quem não preferir nada disso, basta parar o som, clicando no botão “play”. Alguns me cobraram músicas brasileiras. Realmente, estão fora da programação. Não por opção minha, mas porque o site que hospeda os arquivos tem pouquíssimas opções de música brasileira (trata-se de um site europeu).
Coincidência ou não, com a instalação da rádio, as visitas aumentaram, sobretudo as vindas do exterior. Só na quarta-feira, tivemos visitantes de 29 países, entre os quais EUA, Itália, Portugal, Finlândia, Alemanha, Canadá, Austrália, França, Dinamarca, Grécia, Holanda, Bélgica, Suécia, China, Japão, Polônia... Quero agradecer ao amigo Odyr Marques, que ajudou na divulgação da nossa rádio.
Meio por acaso, chegou a mim, pelas mãos da amiga Graça Pessoa, uma mensagem que contém valioso ensinamento. Veio sem o nome do autor. Pesquisei pra descobrir, mas não consegui saber com certeza. Quem souber, me avise, por favor. É coisa pra se ler e refletir todos os dias. Por isso, compartilho aqui, com os amigos deste Blog:
“Quando você muda seu modo de pensar, muda suas crenças.
Quando você muda suas crenças, muda suas expectativas, muda sua atitude;
Quando você muda sua atitude, muda seu comportamento.
Quando você muda seu comportamento, muda seu desempenho.
Quando você muda seu desempenho, você muda sua vida!”
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Estamos aí no final das Olimpíadas de Pequim. Agora, como explicar tanta frustração entre brasileiros? Preparo insuficiente seria uma resposta, mas não acho satisfatória. Instabilidade emocional também ficou visível. Mas há um detalhe que chama a atenção. Uma coisa é ir às Olimpíadas encarnado no papel de competidor obstinado. Outra coisa é ir como celebridade com fortuna feita. Ou como prodígio pré-aclamado. Com poucas exceções, quem vai na segunda condição costuma competir mais por dever do que por verdadeira motivação, enquanto o semi-anônimo ávido por ascensão compete por ideal, por objetivo de vida. É mais ou menos o que acontece com a seleção brasileira de futebol em copa do mundo. Quem vai à copa pra garantir um lugar no cenário mundial joga de um jeito. Quem é figurão que já chegou ao auge da fama e da fortuna, vai pra cumprir ritual, às vezes um incômodo ritual para ele. E joga de outro jeito. Exemplo da primeira condição: Maurren Maggi. Exemplo da segunda? Alguns nomes do futebol masculino do Brasil, provavelmente.
Mas uma das coisas que ficaram desses jogos, além dos jamaicanos-foguetes e do Michael Peixelps, ou melhor, Phelps, foram os atletas madurões competindo com desempenho verdadeiramente olímpico. Muita gente com mais de 30 ou na faixa dos 40 estava lá, com o vigor de 20! Será uma confirmação pública das novas possibilidades de retardar o declínio físico do ser humano?
Nesta semana, a instalação da rádio no Blog deu uma boa mão-de-obra. Mas, finalmente, está concluída a primeira etapa. Para quem não conhece bem essa mídia (rádio) dentro de outra mídia (blog), vale lembrar que funciona como um toca-disco automático. Abriu o blog, ela começa a executar uma seleção de músicas em uma das playlists. Quem preferir outro gênero musical, pode tentar nas outras playlists da mesma rádio. Mas, nesse caso, deve clicar em uma das músicas para iniciar a execução automática. Quem não preferir nada disso, basta parar o som, clicando no botão “play”. Alguns me cobraram músicas brasileiras. Realmente, estão fora da programação. Não por opção minha, mas porque o site que hospeda os arquivos tem pouquíssimas opções de música brasileira (trata-se de um site europeu).
Coincidência ou não, com a instalação da rádio, as visitas aumentaram, sobretudo as vindas do exterior. Só na quarta-feira, tivemos visitantes de 29 países, entre os quais EUA, Itália, Portugal, Finlândia, Alemanha, Canadá, Austrália, França, Dinamarca, Grécia, Holanda, Bélgica, Suécia, China, Japão, Polônia... Quero agradecer ao amigo Odyr Marques, que ajudou na divulgação da nossa rádio.
Meio por acaso, chegou a mim, pelas mãos da amiga Graça Pessoa, uma mensagem que contém valioso ensinamento. Veio sem o nome do autor. Pesquisei pra descobrir, mas não consegui saber com certeza. Quem souber, me avise, por favor. É coisa pra se ler e refletir todos os dias. Por isso, compartilho aqui, com os amigos deste Blog:
“Quando você muda seu modo de pensar, muda suas crenças.
Quando você muda suas crenças, muda suas expectativas, muda sua atitude;
Quando você muda sua atitude, muda seu comportamento.
Quando você muda seu comportamento, muda seu desempenho.
Quando você muda seu desempenho, você muda sua vida!”
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19 agosto 2008
NOVAS CENAS DE BEIJING 2008
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15 agosto 2008
RAPIDINHAS DA SEMANA
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Agosto é mês de muitos aniversários. Nesta semana, Paulo Roberto (Paulídios, meu irmão), Hugo (sobrinho) e Chris, amiga de longa data, em Goiânia. Abraços carinhosos a todos.
Este blog está inaugurando mais um recurso de mídia. Comecei a testar, nesta semana, a Rádio Blog, que você pode ver na coluna à esquerda desta página. Na verdade, tento adicionar rádio há tempos, mas não dava certo, ora por motivos técnicos, ora por impossibilidades de compor playlist com as minhas músicas... Agora, finalmente, parece que vai funcionar. Estou finalizando minha primeira playlist para adicionar logo mais (tudo em caráter experimental, por enquanto).
Tem ainda a questão de cruzar canais quando o leitor quer ver um vídeo ou ouvir outro áudio postado no blog. Por ora isso não está resolvido. Recomendo que, nesse caso, apenas interrompa o som da rádio, clicando sobre um dos botões no alto à direita da janela “Rádio Blog”. O mesmo deve fazer quem não gostar ou preferir ver o blog sem música ao fundo. Ainda estou mantendo o link da Rádio Anos 80, mas quando a Rádio Blog estiver “redondinha”, talvez seja o caso de excluir a outra, que tem poucas opções e capacidade muito limitada. Ficarei muito agradecido aos amigos que enviarem suas observações e opiniões sobre essa idéia de adicionar rádio.
Nos fins de semana de agosto, temos a tradição das quermesses japonesas no templo budista, o Oterá (Quadra 315 Sul). Agora a festa ficou melhor, porque a área foi ampliada e redistribuída. Mas quem chegar tarde não encontrará vaga para estacionar nem mesa desocupada...
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Agosto é mês de muitos aniversários. Nesta semana, Paulo Roberto (Paulídios, meu irmão), Hugo (sobrinho) e Chris, amiga de longa data, em Goiânia. Abraços carinhosos a todos.
Este blog está inaugurando mais um recurso de mídia. Comecei a testar, nesta semana, a Rádio Blog, que você pode ver na coluna à esquerda desta página. Na verdade, tento adicionar rádio há tempos, mas não dava certo, ora por motivos técnicos, ora por impossibilidades de compor playlist com as minhas músicas... Agora, finalmente, parece que vai funcionar. Estou finalizando minha primeira playlist para adicionar logo mais (tudo em caráter experimental, por enquanto).
Tem ainda a questão de cruzar canais quando o leitor quer ver um vídeo ou ouvir outro áudio postado no blog. Por ora isso não está resolvido. Recomendo que, nesse caso, apenas interrompa o som da rádio, clicando sobre um dos botões no alto à direita da janela “Rádio Blog”. O mesmo deve fazer quem não gostar ou preferir ver o blog sem música ao fundo. Ainda estou mantendo o link da Rádio Anos 80, mas quando a Rádio Blog estiver “redondinha”, talvez seja o caso de excluir a outra, que tem poucas opções e capacidade muito limitada. Ficarei muito agradecido aos amigos que enviarem suas observações e opiniões sobre essa idéia de adicionar rádio.
Nos fins de semana de agosto, temos a tradição das quermesses japonesas no templo budista, o Oterá (Quadra 315 Sul). Agora a festa ficou melhor, porque a área foi ampliada e redistribuída. Mas quem chegar tarde não encontrará vaga para estacionar nem mesa desocupada...
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14 agosto 2008
CENAS DE BEIJING 2008
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09 agosto 2008
SER PAI
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Ser pai é acima de tudo, não esperar recompensas.
Mas ficar feliz caso e quando cheguem.
É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.
Ser pai é aprender errando, a hora de falar e de calar.
É contentar-se em ser reserva, coadjuvante,
deixado para depois.
Mas jamais falar no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar. Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.
Ser pai é saber e calar.
Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer.
Dosar e controlar-se.
Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói.
Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.
Ser pai é aprender a ser ultrapassado,
mesmo lutando para se renovar.
É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam. Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho.
É saber brincar e zangar-se.
É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber. Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação. Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória
exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou
a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.
(Autor: Arthur da Távola)
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(Autor: Arthur da Távola)
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08 agosto 2008
RAPIDINHAS DA SEMANA
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Semana de conferência dos resultados de alguns exames. Foi uma pesquisa sobre níveis de minerais essenciais e de metais pesados. Quanto a estes últimos, está tudo em ordem. Mas parece que meus minerais estão em desequilíbrio, além de algumas dúvidas sobre a relação do pH intracelular e o pH extracelular. Coisinhas pra esclarecer o especialista e não pra compartilhar aqui.
Se menciono aqui é como gancho para repassar outras informações. E se esse papo parece frescura de quem tem mania de doença, lembro que, para as áreas avançadas da medicina, não existe dúvida: desequilíbrio nos minerais essenciais pode afetar a saúde e o processo de envelhecimento, a médio e longo prazos. Para entender melhor tudo isso, há fontes interessantes, inclusive na internet. Outra dessas fontes é o livro do médico Sérgio Teixeira (Medicina Holística, Ed. Campus), que aborda a questão em profundidade, mas com linguagem fácil, dirigida a leigos. Nessas páginas fica fácil entender, por exemplo, a relação entre excesso de metais no sangue e os problemas mentais. Relação entre excesso de zinco e falta de concentração (e quanto zinco existe em certos produtos para pele e cabelos!); relação entre depressão profunda ou doenças auto-agressivas na falta de lítio, magnésio, antimônio, etc. O chumbo é um bom exemplo, que remete a problemas como mania de perseguição. Aí ficam mais claros os transtornos de Van Gogh, que trabalhava com tintas que tinham cerca de 90% de chumbo. Da mesma forma, entendem-se melhor as conseqüências dos encanamentos de água de algumas elites antigas, feitos com tubulações de chumbo, como é o caso da fase decadente do Império Romano e de suas personagens enlouquecidas... Então, vale pensar nas tintas de cabelo e todas as outras tintas, que dependem de chumbo como elemento fixador. Não sei das credenciais desse autor nos meios especializados, mas sei que ele vai longe em suas abordagens e parece não ter receio em relacionar o alumínio com o mal de Alzheimer, em criticar a qualidade das latinhas de bebidas nacionais e advertir os que bebem cerveja e refrigerantes com a boca na lata, etc.
No fim de semana, rolou uma esticada rápida até Goiânia, pra aliviar a saudade da estrada e aquecer o coração de Suzi. Afinal, ela não deve ficar muito tempo abandonada na garagem. Isso, definitivamente, não faz bem à alma de uma japonesa.
Hoje, Brasília-Goiânia é um passeio gostoso, totalmente em pista dupla e asfalto bom. Mas ainda assim, perigoso! Muito movimento, com tráfego excessivamente heterogêneo, onde se misturam velozes carros esportivos, grupos de motociclistas voando a mais de 200 km/h, motonetas lentas, caminhões pesados, deslocamentos rurais, motoristas com carros idosos saindo ou chegando em alguma ponte para pescar... Então, dá pra imaginar o sincretismo rodoviário desse percurso e os perigos que isso significa. Mas já foi muito pior. Lembro-me que, no passado, esse trajeto era uma temida aventura... Pista simples, curvas mal projetadas e um trânsito mais carregado, pois quase tudo passava por Goiânia quando não havia outras alternativas de ligação rodoviária com o DF.
Por falar em Goiânia, lá está um dos aniversariantes desta semana, o amigo linense Cido Veríssimo. Abraços a ele e também a outra aniversariante, Célia Regina, minha querida irmã que mora em São Paulo e com quem não consegui falar por telefone...
Jogos Olímpicos estão aí, mostrando ao mundo um megaespetáculo. Nestas Olimpíadas, em especial, além das emoções do maior show esportivo do mundo, temos a oportunidade de observar um pouco o que é a verdadeira China, por trás do gigantismo de seus números e de sua economia. Quem prestar atenção perceberá que dificilmente o país sairá desse evento sem alguns danos à sua imagem política.
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Semana de conferência dos resultados de alguns exames. Foi uma pesquisa sobre níveis de minerais essenciais e de metais pesados. Quanto a estes últimos, está tudo em ordem. Mas parece que meus minerais estão em desequilíbrio, além de algumas dúvidas sobre a relação do pH intracelular e o pH extracelular. Coisinhas pra esclarecer o especialista e não pra compartilhar aqui.
Se menciono aqui é como gancho para repassar outras informações. E se esse papo parece frescura de quem tem mania de doença, lembro que, para as áreas avançadas da medicina, não existe dúvida: desequilíbrio nos minerais essenciais pode afetar a saúde e o processo de envelhecimento, a médio e longo prazos. Para entender melhor tudo isso, há fontes interessantes, inclusive na internet. Outra dessas fontes é o livro do médico Sérgio Teixeira (Medicina Holística, Ed. Campus), que aborda a questão em profundidade, mas com linguagem fácil, dirigida a leigos. Nessas páginas fica fácil entender, por exemplo, a relação entre excesso de metais no sangue e os problemas mentais. Relação entre excesso de zinco e falta de concentração (e quanto zinco existe em certos produtos para pele e cabelos!); relação entre depressão profunda ou doenças auto-agressivas na falta de lítio, magnésio, antimônio, etc. O chumbo é um bom exemplo, que remete a problemas como mania de perseguição. Aí ficam mais claros os transtornos de Van Gogh, que trabalhava com tintas que tinham cerca de 90% de chumbo. Da mesma forma, entendem-se melhor as conseqüências dos encanamentos de água de algumas elites antigas, feitos com tubulações de chumbo, como é o caso da fase decadente do Império Romano e de suas personagens enlouquecidas... Então, vale pensar nas tintas de cabelo e todas as outras tintas, que dependem de chumbo como elemento fixador. Não sei das credenciais desse autor nos meios especializados, mas sei que ele vai longe em suas abordagens e parece não ter receio em relacionar o alumínio com o mal de Alzheimer, em criticar a qualidade das latinhas de bebidas nacionais e advertir os que bebem cerveja e refrigerantes com a boca na lata, etc.
No fim de semana, rolou uma esticada rápida até Goiânia, pra aliviar a saudade da estrada e aquecer o coração de Suzi. Afinal, ela não deve ficar muito tempo abandonada na garagem. Isso, definitivamente, não faz bem à alma de uma japonesa.
Hoje, Brasília-Goiânia é um passeio gostoso, totalmente em pista dupla e asfalto bom. Mas ainda assim, perigoso! Muito movimento, com tráfego excessivamente heterogêneo, onde se misturam velozes carros esportivos, grupos de motociclistas voando a mais de 200 km/h, motonetas lentas, caminhões pesados, deslocamentos rurais, motoristas com carros idosos saindo ou chegando em alguma ponte para pescar... Então, dá pra imaginar o sincretismo rodoviário desse percurso e os perigos que isso significa. Mas já foi muito pior. Lembro-me que, no passado, esse trajeto era uma temida aventura... Pista simples, curvas mal projetadas e um trânsito mais carregado, pois quase tudo passava por Goiânia quando não havia outras alternativas de ligação rodoviária com o DF.
Por falar em Goiânia, lá está um dos aniversariantes desta semana, o amigo linense Cido Veríssimo. Abraços a ele e também a outra aniversariante, Célia Regina, minha querida irmã que mora em São Paulo e com quem não consegui falar por telefone...
Jogos Olímpicos estão aí, mostrando ao mundo um megaespetáculo. Nestas Olimpíadas, em especial, além das emoções do maior show esportivo do mundo, temos a oportunidade de observar um pouco o que é a verdadeira China, por trás do gigantismo de seus números e de sua economia. Quem prestar atenção perceberá que dificilmente o país sairá desse evento sem alguns danos à sua imagem política.
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07 agosto 2008
MAMA, OH MAMA!
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Diferentes como os hemisférios, semelhantes como os meninos.
Diferentes como os hemisférios, semelhantes como os meninos.
Estão aí dois modos distintos de compor e de se expressar. E um só vocativo, instintivo e universal: "mama, oh mama!"
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1 -Talento e simplicidade de raiz brasileira, com montagem bem-humorada: Telegrama, com Zeca Baleiro (legendada):
<<<>>>
2 - Produção e qualidade, ao gosto britânico: Bohemian Rhapsody, em apresentação de Queen, no Wembley Stadium, em 1986.
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05 agosto 2008
BORGES: BELEZA, VERDADE, SABEDORIA... TUDO EM UM POEMA
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E aprendemos...
Após um tempo,
Aprendemos a diferença sutil
Entre segurar uma mão
E acorrentar uma alma,
E aprendemos
Que o amor não significa deitar-se
E uma companhia não significa segurança
E começamos a aprender...
Que os beijos não são contratos
E os presentes não são promessas
E começamos a aceitar as derrotas
De cabeça levantada e os olhos abertos
Aprendemos a construir
Todos os seus caminhos de hoje,
Porque a terra amanhã
É demasiado incerta para planos...
E os futuros têm um forma de ficarem
Pela metade.
E depois de um tempo
Aprendemos que se for demasiado,
Até um calorzinho do sol queima.
Assim plantamos nosso próprio jardim
E decoramos nossa própria alma,
Em vez de esperarmos que alguém nos traga flores.
E aprendemos que realmente podemos aguentar,
Que somos realmente fortes,
Que valemos realmente a pena,
E aprendemos e aprendemos...
E em cada dia aprendemos.
Jorge Luís Borges (Poeta Argentino, 1890-1986)
Para quem prefere degustar no idioma original:
Y uno aprende
Después de un tiempo,
uno aprende la sutil diferencia
entre sostener una mano
y encadenar un alma,
y uno aprende que el amor
no significa acostarse
y una compañía no significa seguridad
y uno empieza a aprender.
Que los besos no son contratos y los regalos no son promesas
y uno empieza a aceptar sus derrotas con la cabeza alta
y los ojos abiertos y uno aprende a construir
todos sus caminos en el hoy,
porque el terreno de mañana
es demasiado inseguro para planes…
y los futuros tienen una forma de
caerse en la mitad.
Y después de un tiempo
uno aprende que si es demasiado,
hasta el calorcito del sol quema.
Así que uno planta su propio jardín
y decora su propia alma, en lugar
de esperar a que alguien le traiga flores.
Y uno aprende que realmente puede aguantar,
que uno realmente es fuerte,
que uno realmente vale,
y uno aprende y aprende…
y con cada día uno aprende.
Leia mais sobre Jorge Luis Borges:
E aprendemos...
Após um tempo,
Aprendemos a diferença sutil
Entre segurar uma mão
E acorrentar uma alma,
E aprendemos
Que o amor não significa deitar-se
E uma companhia não significa segurança
E começamos a aprender...
Que os beijos não são contratos
E os presentes não são promessas
E começamos a aceitar as derrotas
De cabeça levantada e os olhos abertos
Aprendemos a construir
Todos os seus caminhos de hoje,
Porque a terra amanhã
É demasiado incerta para planos...
E os futuros têm um forma de ficarem
Pela metade.
E depois de um tempo
Aprendemos que se for demasiado,
Até um calorzinho do sol queima.
Assim plantamos nosso próprio jardim
E decoramos nossa própria alma,
Em vez de esperarmos que alguém nos traga flores.
E aprendemos que realmente podemos aguentar,
Que somos realmente fortes,
Que valemos realmente a pena,
E aprendemos e aprendemos...
E em cada dia aprendemos.
Jorge Luís Borges (Poeta Argentino, 1890-1986)
Para quem prefere degustar no idioma original:
Y uno aprende
Después de un tiempo,
uno aprende la sutil diferencia
entre sostener una mano
y encadenar un alma,
y uno aprende que el amor
no significa acostarse
y una compañía no significa seguridad
y uno empieza a aprender.
Que los besos no son contratos y los regalos no son promesas
y uno empieza a aceptar sus derrotas con la cabeza alta
y los ojos abiertos y uno aprende a construir
todos sus caminos en el hoy,
porque el terreno de mañana
es demasiado inseguro para planes…
y los futuros tienen una forma de
caerse en la mitad.
Y después de un tiempo
uno aprende que si es demasiado,
hasta el calorcito del sol quema.
Así que uno planta su propio jardín
y decora su propia alma, en lugar
de esperar a que alguien le traiga flores.
Y uno aprende que realmente puede aguantar,
que uno realmente es fuerte,
que uno realmente vale,
y uno aprende y aprende…
y con cada día uno aprende.
Leia mais sobre Jorge Luis Borges:
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E aprendemos,
Jorge Luís Borges,
love and sex,
Y uno aprende
04 agosto 2008
O ESCRITOR DO GULAG
.Alexander Solzhenitsyn, falecido neste domingo, foi um dos mais ferozes críticos do regime de Stalin, na antiga União Soviética. E pagou caro pelas suas posições: 20 anos no exilio, 8 anos em campos de trabalho forçado e outros problemas. O autor de Arquipélago Gulag, considerado sua obra-prima, ganhou o Nobel de literatura em 1970. Leia mais.
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Gulag
HUMOR: REFLEXOS DA LEI SECA
01 agosto 2008
RAPIDINHAS DA SEMANA

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Estrelas como Lauren Jackson (clique na imagem acima para ampliar), a loira que brilha na seleção australiana de basquete, estarão na mira das lentes e dos repórteres que cobrirão as Olimpíadas (no caso dela, antes de reparar no tamanho dos pés, lembre-se que a fera tem 1,96 m de altura). Então, uma boa parte desse material procedente da China estará numa mídia especial, os blogs dos enviados, interessante espaço sobre os Jogos Olímpicos, criado no site UOL. Para quem quiser acompanhar esses blogs, há link na coluna à esquerda desta página.
Estrelas como Lauren Jackson (clique na imagem acima para ampliar), a loira que brilha na seleção australiana de basquete, estarão na mira das lentes e dos repórteres que cobrirão as Olimpíadas (no caso dela, antes de reparar no tamanho dos pés, lembre-se que a fera tem 1,96 m de altura). Então, uma boa parte desse material procedente da China estará numa mídia especial, os blogs dos enviados, interessante espaço sobre os Jogos Olímpicos, criado no site UOL. Para quem quiser acompanhar esses blogs, há link na coluna à esquerda desta página.
Não me lembro de, algum dia, ter-me visto em situação paradoxal como essa: procurar alguém para dar parabéns e, em lugar disso, ter de dirigir-lhe pêsames. Foi na semana passada. Às vésperas de seu aniversário, Luiza teve de vir às pressas ao Brasil. Doença grave na família. E então aconteceu o pior. Conclusão: no dia de seu aniversário, chorava no sepultamento da mãe. Acho que não merecia tal sofrimento, mas assim fez o destino e diante de circunstâncias dessa natureza nada pode fazer o ser humano... Espero que esteja superando esse momento difícil, para retomar sua vida de conquistas e boas realizações.
Um leitor amigo comentou, sobre a postagem do último dia 29 (imagens abaixo), que ali nas fotos existe mais do que o aspecto francamente engraçado desses asiáticos fazendo coisas incríveis com suas pequenas motonetas. Observa ele que aquelas cenas revelam uma luta pela sobrevivência, pois as fotos mostram que estão trabalhando duro e com garra, utilizando uma ferramenta limitada e completamente inadequada para o serviço. Mas ainda assim atingem seu objetivo de levar e trazer suas preciosas cargas.
Concordo plenamente com a observação e vou além. Há certos traços culturais que ficam nítidos, se compararmos aquelas imagens com as que estamos habituados a ver no Brasil. Enquanto lá se vêem pessoas num humilde contorcionismo sobre maquininhas fracas e ultrapassadas, por aqui é comum ver, no dia-a-dia da cidade grande, motos maiores, transportando cargas menores, com mais agressividade e, às vezes, seus barulhentos escapes abertos e adaptações pretenciosas. Falando sem rodeios: lá, o esforço é cômico; aqui, a pretensão é ridícula.
Não se pode generalizar nem disparar críticas aos motoboys brasileiros. Apenas fazer uma inevitável comparação, tomando para isso uma minoria, que às vezes transita de modo abusado e pouco civilizado.
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Mas acrescento aqui outro aspecto desse curioso tema. Essas incríveis máquinas de duas rodas fazem muito mais do que transportar peixes, frangos e pizzas ou infernizar os já estressados motoristas paulistanos. Elas servem para afagar nossas fantasias e proporcionar prazeres incomparáveis.
É o que me levou a rabiscar, há muito tempo, uma pequena crônica que hoje aqui reproduzo:
NO LOMBO DA FERA
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Dia ensolarado, morno e calmo como a brisa. Céu tingido por névoa seca e queimadas no mato sem chuva.
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Sobre o chão plano, o bicho empinado rosna em posição de ataque, encarando o horizonte como se avistasse a fêmea no cio.
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Em cima dele, minhas mãos se esforçam para segurar seu ímpeto, até a hora de soltá-lo na estrada, onde tem tudo que quer. Espaço e liberdade para se mover, dominar, conquistar e saciar a compulsão de andar sem cansar por destinos sem fim.
No desafio das longitudes, a magia das imensidões inabitadas consola o abandono no asfalto. Indiferente a obstáculos, marcha destemido sobre enigmas de campos e rincões, enquanto o motor entre minhas pernas ronca forte e toca firme, jurando cumprir a nobre missão de rodar por rodar.
O lombo da fera é o trono em ação. Ali reina o prazer de lançar a máquina cheia de apetite, de explorar espaços abertos e de pilotar sem abusar... Exercito o domínio da fúria e mergulho na arte de reger a sinfonia de metais quentes, para conhecer o infinito e girar a rosa-dos-ventos que sopra no corpo e refresca a mente.
Longo como a estrada, o dia segue assim, no vigor da tocada que rompe serras, engole planaltos, transpõe vales e risca outro mapa no meu diário de bordo.
Viajar em duas rodas é isso e muito mais. Com todas as emoções e desconfortos desse prazer sem lógica...
(crônica de Ricardo Zani)
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