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30 março 2007

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Sexta-feira linda, sem previsão de chuvas em nossa região. É o terceiro dia consecutivo de céu azul ensolarado para iluminar nossas cores, formas e espaços.

Espaços enriquecidos! Coloquei no meu espaço de
videolog um verdadeiro documento histórico. Momento antológico da música brasileira, que reúne dois nomes sagrados: Jobim e Sinatra, num vídeo p/b. Recebi do Odyr, a quem agradeço de coração, e coloquei à disposição de vocês. É pra curtir, relembrar e guardar como obra de arte. Clique aqui para ver.

Vejo que certas coisas dão margem a leituras distorcidas. É por isso que, há algum tempo, estou querendo explicar algo aqui. Como os blogs são um recurso muito novo, pouco conhecido ou pouco compreendido por muita gente, alguém pode entrar aqui, ver uma ou outra coisa isoladamente e tirar conclusões equivocadas sobre o que faço e o que digo neste cantinho virtual. É verdade que os blogs e fotologs se tornaram conhecidos como diários íntimos de adolescentes – muitos deles, como é perfeitamente normal, denunciando carências afetivas, transbordando egocentrismo e liberando exibicionismo típico da idade. Logo, quando um sujeito maduro fica aqui dizendo e mostrando coisas no seu Blog, corre o risco de ser interpretado de modo muito equivocado... Acontece que, hoje, Blog é muito mais que o caderninho de adolescente. Hoje, Blog é poderosa ferramenta a serviço da arte, da comunicação, dos interesses dos consumidores, do jornalismo, da política, da ajuda ao próximo... Milhares de artistas têm seus blogs, jornalistas têm seus blogs, políticos famosos também (e um dos mais conhecidos no Brasil é o de César Maia, o prefeito do Rio). Nos Estados Unidos, os partidos políticos dispensam a blogueiros as mesmas prerrogativas dadas aos jornalistas. Tudo isso significa uma revolução ainda não compreendida por todos. Por isso, a necessidade de explicar: os comentários pessoais e demais matérias que deixo neste Blog têm o propósito de cultivar uma forma de expressão e comunicação. Este Blog nasceu e cresceu na intenção de fazer desse novo canal virtual um campo de expressão do pensamento e da sensibilidade, além de rica ferramenta de comunicação interpessoal.

Pessoal, não se esqueçam de beber água. A cada dois ou três copos de chope/cerveja, um copo de água para hidratar o organismo. Porque muitas vezes a dor de cabeça do dia seguinte se deve à desidratação das células, o que inclui células do cérebro – e isso pode provocar a típica dor de cabeça da ressaca. Que o chopinho de hoje não seja a ressaca de amanhã.

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23 março 2007

SOBRE QUALIDADE DE VIDA

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Qualidade de vida é um conceito pouco preciso, que depende muito da ótica de cada um. Para algumas pessoas viver bem pode significar viver com muito dinheiro ou, então, algo omo ficar à toa, sedentário, bebendo, comendo e praticando outros excessos. Mas há um certo consenso de que boa saúde sempre é fundamental. Para mim, qualidade de vida significa, além de outras coisas, viver bem (com saúde) por muito tempo, envelhecer bem.

É nessa linha que se situa o argumento de um médico competente e famoso, que tem o dom de acrescentar algo importante a tudo que já foi dito. E sabe dizer tudo de modo simples e objetivo. Drauzio Varella, autor do livro Estação Carandiru e apresentador de quadros sobre saúde no Fantástico, recentemente fez uma palestra na PREVI (Caixa de Previdência dos Funcionários do BB), discorrendo sobre como viver bem e vencer as epidemias do mundo moderno. O resumo dessa palestra está disponível na edição de janeiro da Revista da Previ.
Clique aqui para ver.

21 março 2007

BREVE COMO A EXISTÊNCIA


Beleza, técnica e arte. Tudo em apenas um momento. Uma fração de tempo para o artista fazer o que sabe e o que pode. Para mostrar o que é, numa obra breve como a existência humana, eloqüente como a inspiração, perene como um castelo de areia... (Imagem: Fiesa - Festival Internacional de Esculturas em Areia - Portugal - 2006). Clique sobre a imagem para vê-la ampliada.
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20 março 2007

QUATRO CAÇADORES E UM LEÃO

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Amigos, um dia desses postei aqui fotos de Rodhesian Ridgeback, aqueles belos cães de caça de origem africana. Não, eles não caçam patos nem veados. Aqueles cãezinhos caçam leões africanos. Pois bem. Existem também os ousados aventureiros que acham a idéia sensacional! Armados e equipados com potentes fuzis com mira telescópica, filmadora e Land Rover, lá vão eles caçar leões na savana. São quatro "caçadores", um leão, sete tiros... e um final inesperado!! Vejam o vídeo que postei. Mas vejam até o fim, pois a segunda parte mostra a cena final em câmera lenta. Videolog.com.br/ricardozani. Cliquem aqui para ver.
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17 março 2007

VALE A PENA OUVIR DE NOVO


Gente, esta matéria seria perfeita para o "Dia do Rádio", mas não dá pra esperar até la... O material que encontrei no excelente PODCAST Peças Raras é muito interessante pra ficar esperando na gaveta...
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Quero falar de um ícone do rádio brasileiro, muito conhecido e admirado pelo pessoal da minha geração e de gerações anteriores. Nos bons momentos de sua carreira, no final dos anos 60 e parte dos anos 70, era ouvido em todo o Brasil, com seu vozeirão grave e seu estilo inconfundível de fazer programas de rádio. Hélio Ribeiro (foto acima), que estaria hoje com 71 anos, enriqueceu o rádio e deixou uma bonita história, com algumas mensagens profundas.
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Vale a pena ouvir de novo. Clique nos links abaixo para:
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Abaixo, a íntegra do texto Meu nome é rádio.
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"Meu nome é rádio, minha mãe é dona Ciência, meu pai é Marconi. Sou descendente longínquo do telégrafo, sou o pai da televisão. Fisicamente sou um ser eletrônico. Meu cérebro foi formado por válvulas, minhas artérias são fios por onde corre o sangue das palavras. Meus pulmões são tão fortes que consigo falar com pessoas dos mais distantes pontos deste pequeno planeta chamado Terra. Minha vitamina chama-se kilowatt. Quanto mais kilowatts me dão, mais forte eu fico e mais longe eu falo.
Hoje, graças as baterias que me alimentam eu posso simultaneamente levar informações aos contrafortes das cordilheiras, às barrancas dos rios, ao interior de veículos que trafegam no centro nervoso das grandes cidades, à beira plácida dos lagos, à cabeceira dos doentes nos hospitais, aos operários nas fábricas, aos executivos nos escritórios, aos idosos que vivem sós e às crianças que só vivem. Eu falo aos religiosos, aos ateus, às freiras, às prostitutas, aos atletas, aos torcedores, aos presos, aos carcereiros, banqueiros, devedores. Falo aos estudantes e professores... Seja você quem for, eu chego lá, onde quer que você esteja!
Ao meu espírito resolveram chamar "ondas". Eu caminho invisível pelo espaço para oferecer ao povo a palavra, a palavra nossa de cada dia. Mas estou sempre sujeito a cair em tentação e às vezes não consigo me livrar de todo mal. Quando eu nasci, meu pai me disse que eu tinha uma missão: ajudar a fazer o mundo melhor, entrelaçando os povos de todas as partes deste planeta.
Meu nome é rádio. Eu não envelheço, me atualizo. Materialmente eu sou aperfeiçoado a cada dia que passa. As grandes válvulas do meu cérebro foram substituídas por minúsculos componentes eletrônicos. Os satélites de comunicação, gigantescos engenhos girando na órbita deste planeta, permitem hoje que eu seja mais universal, mais dinâmico e menos complicado, como meu pai Marconi queria que eu fosse. Minha forma técnica tem sido aperfeiçoada a milhares de anos luz, mas eu acho que no todo, o meu conteúdo ainda necessita ser burilado e melhorado, e trabalhado e aperfeiçoado.
Tenho noção, mas eu já perdi a conta, do número de pessoas que eu ajudei indicando caminho, devolvendo a esperança, anulando a tristeza, conseguindo remédios, sangue, documento perdido, divulgando nascimentos e passatempos. Mas eu não sou tão sério assim como eu posso estar parecendo. Na verdade, um dos meus principais interesses é fazer com que as pessoas vivam mais alegres. Por isso, passo grande parte do meu tempo ensinando as pessoas a cantar e a dançar, minha grande vontade é a de ser amigo, sempre. O amigo que todos gostariam de ter: útil nas horas sérias, alegre nas brincadeiras e responsável... sempre!
No esporte tô sempre em cima do lance; nos dois lados da rede das bolinhas de tênis ou de voleibol, e lá vem bola, na área do futebol, jogou na cesta tô lá, nadou, pulou, saltou, pegou, virou, driblou... Pode ser no pequeno clube da periferia ou nos grandes estádios Olímpicos.
Tenho noção de minha força política. Com uma notícia que dou, eu posso ajudar a eleger o diretor de um clube ou derrubar um presidente. Entendo minha grande responsabilidade de agente acelerador das modificações sociais. E morro de medo, que me transformem em um mentiroso alienador. Sem querer ser vaidoso, eu posso até afirmar que se eu não tivesse nascido o mundo não seria o mesmo.
Meu nome é rádio. Eu não quero ser mal entendido. Eu sou apenas um instrumento. Para fazer tudo isso que eu disse que faço eu preciso de uma equipe, de seres humanos, humanos! Que não tenham medo do trabalho, que entendam de alegria, emoções, fraternidade, que saibam sentir o pulso do campo e o coração da grande cidade. E que tenham noção básica de tudo aquilo que fazemos é para conquistar ouvidos. O que jamais conseguiremos, se nos esquecemos, que minha existência se deve ao número dos que me ouvem.
O rádio vale pelo volume e a qualidade dos seus ouvintes. Eu podia fazer muito mais, mas às vezes falta dinheiro pra fazer tudo o que quero. Eu sei que posso realizar o sonho do meu pai e mudar o mundo pra melhor.
Outro dia fiquei muito triste quando ouvi um tal de Hélio Ribeiro dizer que eu, o rádio, sou "a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo". Eu sou apenas o instrumento. Eu preciso de gente que me entenda, me respeite e que me ajude a cumprir a minha missão. Ah, com alegria, muita alegria... Se possível."
(Por Hélio Ribeiro)
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16 março 2007

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Depois de uns dias de “recolhimento” (semana passada), o domingo foi pra tirar o atraso. Quem gostou foi ela, porque os lugares preferidos de My Lady estavam no programinha: Park Shopping, Parque da Cidade e Pontão do Lago Sul, com água de coco, pipocas e sessão de fotos.

Na foto abaixo, do meu penúltimo post, exemplares de cães da raça Rodhesian Ridgeback. Pouco conhecida, é verdade. A foto também pode parecer meio fora de contexto se eu não explicar melhor. Então explico: falando com meu pai nesta semana, notei que ele estava empolgado com o que viu numa clínica veterinária há poucos dias. Contou-me sobre a beleza de um cão africano que conheceu, dando detalhes de sua raça, que eu também desconhecia. Procurei saber melhor e achei muito interessante. Trata-se de uma raça de origem africana, mas hoje presente no Brasil. Esses cães têm pelagem invertida ao longo da coluna vertebral e se tornaram famosos pelas habilidades na ajuda a caçadores de leões. Pra quem gosta e deseja saber mais, basta entrar na página sobre os
Rodhesian Ridgeback. Clique aqui.

Aqui mesmo, em Brasília, acaba de ser desvendado um dos casos mais assustadores de namoro iniciado na internet e encerrado no túmulo. Pelo menos duas vítimas (já descobertas) do mesmo conquistador e golpista. Que sirva de alerta a internautas, principalmente mulheres. Aliás, o desequilíbrio entre as populações masculina e feminina no DF -- que, aliado ao poder aquisitivo de altas funcionárias federais, favorece a ação dos D. Juan exploradores --- foi assunto do artigo As novas caçadoras, que escrevi há tempos na Usina de Letras. Bem, que a tragédia sirva também de experiência para o domínio dos novos campos de investigação policial. Esse episódio ocorrido em Brasília foi
a principal manchete de ontem na primeira página do maior jornal do DF. Clique aqui para ler a matéria.

A matéria que escrevi recentemente (sobre o “rapto” do governador) foi publicada também no site do Observatório da Imprensa. E, por algum desencontro de informação, só fiquei sabendo ontem, ou seja, um mês depois, o que foi uma agradável surpresa!
Saiu dia 13 de fevereiro, na seção Feitos & Desfeitas.

Desfeita, finalmente, uma “bolinha” que me perseguia. Fiz a cirurgia nesta semana e foi tudo bem. Nada de mais sério, apenas um minúsculo quisto benigno, que já estava na mira do meu cirurgião há muitos anos...

Muitos anos de experiência ensinam: pra ficar ótimo, o chopp deve sair da serpentina com temperatura entre 0 e +2 graus, para ser bebido entre +4 e +6º. Pedirei 3 cm de colarinho. E você? Lembre-se, hoje é sexta-feira. Bom happy hour a todos!!

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CAÇADORES DE LEÕES


São cães Rodhesian Ridgeback, de origem africana. Famosos pela habilidade na caça de leões. Pura raça, coragem e agilidade...
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12 março 2007

DOMINGO EM BRASÍLIA

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Ontem, domingo de sol, dia lindo, céu claríssimo e maravilhoso. Final de tarde perfeito pra curtir o pôr-do-sol no Pontão Sul, às margens do Lago Paranoá... e clicar essa pose de Leidi (my bellalady) para postar aqui e equilibrar esta página, que já vem sofrendo de "hipertexto" (rss, excesso de texto) e falta de fotos... (clique sobre a imagem para vê-la ampliada).
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MANIFESTAÇÕES SOBRE A VISITA DE BUSH

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A visita de George Bush ao Brasil produziu discussões, acordos internacionais, esquemas de segurança, protestos nas ruas, análises de especialistas, tour barulhento de Chávez e as inevitáveis piadas. Quero destacar duas manifestações. Uma séria e inteligente. A outra, inteligente mas não muito séria.

A primeira é de
Alberto Dines, que "sacou" muito bem duas coisinhas intrigantes nessa história da visita (clique aqui).

A segunda é um vídeo muito legal (clique aqui).
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09 março 2007

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Aproveitando o domingo de sol e a vontade compulsiva de Suzi de comer asfalto (depois de longas semanas trancada na garagem), chamei Baby Lady para uma gostosa esticadinha até Formosa, em Goiás, com direito ao almoço da dona Floripe. Uma delícia de comida caipira...

Caipiras não, mas do interior. Do moderno interior paulista São linenses que hoje estão fixados em Brasília. E já se tem uma nova comunidade do Orkut: "Linenses em Brasília". Gostei dessa idéia!

Ela teve a idéia de visitar a casa de um ex-presidente americano. Para muitos, pode parecer um programa insosso, mas pra quem curte conhecimento e história, é bem interessante. Depois de tanto frio e neve naquelas terras, Luiza põe os pezinhos pra fora e visita a casa do Presidente Wilson. Ao me contar sobre a visita, induz-me a saber mais sobre esse nome pouco conhecido entre nós. Único presidente americano com PhD, governou o país por volta de 1910 e criou a Liga das Nações, precursora da ONU. Ao mandar notícias, Luiza mandou também um precioso texto de Chico Buarque, falando sobre o que é e o que não é solidão (acabei de publicar neste Blog, logo abaixo). E ela fala de sua alegria por dar mais um passo na brilhante carreira. Parabéns!!! Êita menina sabida, siô! Não deixa de fazer uns pontinhos todo dia...

Dia Internacional da Mulher, ontem, com justas homenagens e comemorações. Concordo, sim. Mas acho um pouco sem lógica esse negócio de dedicar um dia à mulher. Isso soa a preconceito invertido. Por isso, compartilho da opinião da Jussara, minha ex-colega de trabalho (tá sumida, hein Juju!!) e da artista plástica e poetisa que traduz esse pensamento com clareza em sua análise de ontem na internet.
Clique aqui. para ver.

Vemos assim, uma comemoração atrás da outra. Ontem, dia internacional da mulher. Hoje, dia internacional da cerveja. Só resta decidir aonde ir: ao melhor chopp do DF ou à melhor pizza? Infelizmente, essas delícias não estão no mesmo endereço. Fico por aqui. Por hoje é só. Bom fim de semana!

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SOLIDÃO

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Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo....
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...
(Francisco Buarque de Holanda)
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07 março 2007

HUMOR: "CAUSO" DO ZÉ DA TRIPA

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Quero apresentar aos leitores e visitantes desta página um amigo de longa data, com quem trabalhei por muito tempo em minha cidade natal. Tenho por ele grande admiração e respeito, não só por se tratar de um dos radialistas mais competentes e íntegros que conheço, como também pelas suas excepcionais qualidades humanas. Estou falando de Cilmar Machado, que há décadas é uma das vozes mais conhecidas e ouvidas na região de Lins. Na verdade, hoje Cilmar é ouvido e lido, pois mantém uma coluna semanal no jornal Debate. Foi para aquela coluna que ele escreveu o caso do Zé da Tripa, que agora mostro aos amigos deste Blog. Vale a pena conferir:

Aproveitando as férias de janeiro, me mandei para João Pessoa, na Paraíba. Lá, aluguei um carro e fui rodar o interior, na chamada Zona do Cariri. Ao passar por Campina Grande, num pequeno município próximo a ela, deparei numa das residências com uma placa em que se escreveu: ¨Zé da Tripa, conçultor di inconomia. Consurta: 10 rear; acompanhá a papelada, 15 rear. Depois do benéfico, 10% por méis do que ocê ganhá.

Como tinha tempo pois estava a passeio, resolvi ¨consurtᨠtambém. Enfrentei uma fila de 3 pessoas e hora e meia de demora. Chegada a minha vez, logo indaguei o porquê de seu nome: Zé da Tripa. Disse-me que, amigo do Prefeito de Campina e seu cabo eleitoral, arrumou há uns 5 anos o emprego de enchedor de lingüiça, na fábrica do político que o registrou e ainda paga a parte do INSS com que o empregado deveria arcar. Só com essa informação já tive uma idéia da vivacidade do meu interlocutor, que continuou após receber o dinheiro da consulta:

- Nóis, pobre e anarfabeto como eu, precisamo se virá pra viver. Pra quem não consegue Cartera Assinada, eu aconseio a fazê um fio por ano. Assim, o peão recebe por quatro méis, o vale-bucho (salário- maternidade), todo ano aumenta a famía e o seu lucro.

- Mas, com isso você aumenta também os problemas, retruquei. Mais bocas pra comer, maior o gasto!

Com um ar doutoral, que me lembrou o Delfim Neto, o tripeiro arrematou:

- Daí é que entra o meu trabáio! Com bastante fio, sua muié vai e consegue a tal de Borça-Famía. É mais uma graninha que entra, ó xênte! Se eu cuidá da papelada, contando com o meu amigo Prefeito, a coisa sai rapidinho. Aí então, o cabra fica sussegado por mais um tempo e me paga 15 rear para eu cuidá dos papéis e 10% do que ganhá cum o benéfiço!

- E, quando os filhos crescem, o que você faz?

- Se for muié, vai casar, emprenhá e começá tudo de novo! Si fô hôme, vai pra uma cidade do interior de Sun Paulo, uma tal de Lins, onde o Frogorífico do Bertin e as Usina de cana, contrata eles. Se isso acontecê, a única obrigação deles é mi mandá 10% do que eles ganhá pra compensá os pulo que dei pra criá eles...

Admirado com a sapiência do Economista do Cariri, arrisquei ainda lhe perguntar:

- E se tudo der errado, o que você fará?

- Bom, seu moço, é difícer num dá certo prum cabo eleitoral bão aqui do sertão. Mas, se acontecê, eu apronto uma marvadeza na fábrica de lingüiça, sô mandado imbora e recebo o tar de FGTS e mais o seguro-disimprêgo. Por enquanto, tenho as féria, o l3º e o Pis. Bão, né?

Abismado com a esperteza do linguiceiro, na hora de eu ir embora, ele ainda disparou:

- O sinhô que é um cidadão estudado, me arresponda uma coisa: É dificer conversá com o Lula, em Brasília? Sabe por quê? É que eu gostaria de sabê como ele faiz pra muié dele gastá quase 50 mil reár por méis, num Cartão de nome esquisito (Corporativo) e mandá a conta pro povo pagá! Eita cara sabido e é daqui do Nordeste, sim sinhô! Um dia eu também chego lá!

Saí rindo da casa do linguiceiro e ainda o ouvi gritar em alto e bom som:

- Zé da Tripa, lá... lá!...

(escrito por Cilmar Machado)
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06 março 2007

PARA AREJAR E APURAR

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Para apurar nossa percepção e arejar estas páginas, a arte perfeita de Renoir... (CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA VÊ-LA AMPLIADA)
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03 março 2007

LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS: MAIS LUCIDEZ NO DEBATE

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Embora o título acima seja Drogas e Violência, não vou falar de violência, pois o tema já está em todas as conversas e mídias (exceto na pauta de quem deveria estar agindo). Tampouco falarei de drogas, já que não gosto do assunto e aqui não é espaço pra isso.

Gostaria de chamar a atenção para outro aspecto. A lucidez necessária em discussões mais complexas e polêmicas. Há poucos dias, o governador do Rio surpreendeu muita gente ao falar na proposta de legalização das drogas como alternativa para secar a fonte do narcotráfico. Agora, surge o deputado Fernando Gabeira, que passou da antiga imagem de revolucionário e radical para uma postura de destaque na Câmara, sobretudo por fazer parte de uma "ilha" de deputados não contaminados pela praga dos maus políticos. Gabeira entra na conversa sobre legalização das drogas (ou melhor, já falava nisso há muitos anos) trazendo objetividade e profundidade à análise. Clique aqui para ler o artigo que ele publicou hoje.
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02 março 2007

RAPIDINHAS DA SEMANA

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Finalmente, o tempo melhora no DF. Na manhã desta sexta, até foi possível saudar com alegria aquele céu limpo e claríssimo, tão típico daqui. Parques e clubes prometem movimento no fim de semana, se ficar confirmado que a chuva foi embora.

Foi embora, felizmente, a danada da gripe. Acho que já dá pra pensar num merecido happy hour, depois de uma semana inteira sem academia e sem nadinha gelado... Arriscarei um chopp gelado.

Choppinho gelado é tudo de bom e nós gostamos. Mas, não querendo desmanchar o prazer meu nem seu, fique de olho nos limites. E quais são os limites? Que critérios devemos utilizar para saber se estamos bebendo muito? Nesta semana, postei matéria sobre isso no blog
MENSAGEIRO. Convido-o a dar uma olhadinha.

Depois de uma olhadinha em Musa da Capa (o texto que publiquei nesta semana na
Usina de Letras), alguns leitores e leitoras me pedem que lhes revele o nome da Musa. Bem, sinto muito... Não dá pra revelar coisas assim, né. Talvez consigam descobrir nas entrelinhas, mas entregar a moça, isso não dá, embora o conto não tenha nada de comprometedor. Por experiência própria, sei como é problemático citar nomes e datas em certos gêneros de publicação. Já basta as namoradas (ou ex), sempre questionando: “Ah, não acredito!! Nesse poema você tá falando daquela baranga. E naquela época você já me namorava!!”. Então, a gente explica mais uma vez que um episódio publicado ontem pode ter ocorrido há anos, outro escrito hoje pode se referir a algo que ainda irá se consumar... No caso da Musa, é uma história antiga. A geração mais nova nem reconhecerá muito bem a figura dela, que hoje em dia raramente aparece nas revistas ou na TV.

Na TV, em programa ao vivo, muita coisa sai errada. Pior ainda era em outros tempos, quando a improvisação era maior. Um vídeo com um desses lances infelizes mas engraçados ficou famoso, principalmente porque envolve um mito da TV brasileira. Adicionei esse vídeo ontem no Videolog. Clique aqui para ver:
http://www.videolog.com.br/ricardozani

Por hoje é só. Ótimo FDS a todos.

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