28 fevereiro 2007
HUMOR: MELÔ DO PAPA-ANJO
Antes de mais nada, uma explicação: classifiquei esta matéria como humor e não como fofoca... Vou falar de uma música dos anos 60, que fez muito sucesso. O título original é I should have know better (gravada pelos Beatles), mas acho que a versão brasileira nada tem da letra original. No livro Roberto Carlos em Detalhes (que há poucos dias comentei aqui sem criticar, mas que agora já me parece meio tendencioso), o autor menciona essa música com um viés super-moralista, para sugerir que a letra desse iê-iê-iê já denunciava naquela época a imoralidade da galera da jovem guarda e a mania que muitos tinham de investir em meninas que ainda brincavam de boneca.
O autor não inclui nesse time a figura de Roberto Carlos, mas cita nominalmente quase uma dúzia dos amigos do "rei". Certo ou errado, o fato é que aí há algo de verossímel. Veja só: alguns sites ainda hoje mantêm notícias de que Carlos Imperial, o paizão da jovem guarda, que lançou Roberto, Erasmo, Tim Maia e muitos outros nomes, quando já estava com 56 anos, apresentou ao Brasil sua nova namoradinha, a bela amazonense Jana, de 14 anos... Dizem esses sites que ele teria morrido nesse mesmo ano. É sério, ainda que eu pretendesse fazer humor e não funerais nem fofocas...
Para ouvir essa melô do papa-anjo citada no livro, clique aqui. Depois, na página interna, clique em Menina Linda, escolhendo uma das gravações: Renato e seus Blue Caps, Chiclete com Banana ou Laura Finochiaro.
27 fevereiro 2007
A MUSA DA CAPA

Durante um vôo que se estende pela madrugada, o acaso quer ser caprichoso. Insiste em aproximar uma musa nacional de um anônimo do interior. Pense no que se insinua no ar e no que pode se consumar no chão...
O episódio ocorreu há muitos anos. Na época, pareceu-me perfeito para ser relatado em forma de pequeno conto. O rascunho ficou na gaveta. É que algo na história me incomodava. Eu não me sentia à vontade contando o final exatamente como se passou. Mas modificá-lo era coisa que não estava nos meus planos. Acho que o tempo resolveu certos dilemas subjetivos. Então, concluí e publiquei na Usina de Letras. Clique aqui para ler.
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24 fevereiro 2007
NA INTIMIDADE DO "REI"

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Aos que não o conhecem ou não o admiram como artista, peço licença, mas quero falar algo sobre um dos nomes mais respeitados da música no Brasil. Roberto Carlos, atual ou ultrapassado, de bom gosto ou não, o fato é que teve e continua tendo o status de "rei".
Hoje (sábado) circulou a notícia de que a Justiça finalmente atendeu pedido dos seus advogados e mandou suspender a venda do livro "Roberto Carlos em Detalhes", com minuciosa biografia (não autorizada) do cantor. Particularmente, acho que essa briga é um grande equívoco de marketing da assessoria de Roberto Carlos.
Ora, se o livro é sério, escrito e publicado com aparente responsabilidade e profissionalismo, a briga para proibi-lo só aguça a curiosidade do público e amplia a repercussão em torno do caso.
Tudo bem, a biografia revela detalhes (muitos!!) que o cantor talvez preferisse manter na privacidade. Mas o autor do livro levantou esses detalhes e publicou. Pronto, a privacidade foi exposta. Brigar agora é fazer como o sujeito que está no palco e tem a peruca arrancada por outro. Nada mais engraçado do que o careca sair no tapa com o outro ali no palco, né. Melhor lidar com isso numa boa...
Para a geração dos anos 50 e 60, o livro é um delicioso mergulho na intimidade da jovem guarda e arredores, caminhando até os dias de hoje sem abusar da banalidade nem pecar pela leviandade.
Vou citar apenas um exemplo do prazer em ler a biografia. Eu, que sempre tive vontade de saber mais sobre uma belíssima música brasileira cantada por grandes vozes, encontrei nas páginas dessa biografia informações surpreendentes, explicando que esse clássico da canção lírica e provinciana do Brasil tocou Roberto Carlos profundamente por se identificar com ela exatamente por ser uma criação nostálgica, com um lirismo muito denso e delicado, típico da província, da cidade pequena. Em 1973, ao cruzar com Fagner nos camarins da TV Tupi, Roberto foi apresentado ao "novato" e foi logo pedindo que Fagner a cantasse ali mesmo.
Composta por Fagner e Belchior, Mucuripe foi gravada por diversos cantores, entre os quais o próprio Fagner, Elis Regina e Roberto Carlos em seu álbum de 1975, com arranjo sinfônico do Maestro Chiquinho de Morais. Clique aqui para ouvir Mucuripe.
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MUSA DO CARNAVAL 2007
.Para compensar o excesso de textos e a falta de belas imagens, nos últimos dias, aqui está Grazi Massafera, a Musa do Carnaval Carioca de 2007, dançando só para nós...
23 fevereiro 2007
RAPIDINHAS DA SEMANA
ALGUMAS NOTAS RAPIDlNHAS DESTA SEMANA:
- O Carnaval foi com chuva, muita chuva por aqui!! O meu, em particular, foi dentro de casa, mas ao lado de mulheres lindas!! Calma, não houve orgia nem folia na minha casa. Explico: apenas quatro mulheres ao meu lado. My Lady, como sempre me acompanhando, e outras três: Helena, Criseida e Briseida.
- Estas são personagens de beleza incomum, que ganham vida e importância nas páginas da Ilíada, de Homero. Obviamente, o livro narra a guerra de gregos e troianos, mas essas mulheres estão no centro da história. Leitura complexa, é verdade, mas gratificante pelo que mostra de cultura, mitologia, ética e estética. E, sobretudo, pela poesia que contagia.
- Meus agradecimentos ao Cilmar Machado, meu amigo, mestre e ex-chefe nos velhos tempos de Lins. Recebi nesta semana o jornal que ele enviou. Trata-se da edição do Debate, em que Cilmar utilizou seu precioso espaço semanal para publicar uma crônica minha ( Como raptei o governador ). Fiquei honrado com sua gentileza, amigo.
- Um abraço especial para a loira mais bonita do Paraná: Cissa, no brilho e glória dos seus 25 aninhos que completará dentro de poucos dias, concluindo a universidade em Londrina. Obrigado pelo material que você enviou.
- Outro abraço, agora ao Ariovaldo, amigo de adolescência, com quem restabeleci contato depois de uns 30 anos. De S.J. Rio Preto, onde mora hoje, mandou-me cópia de um documento “histórico”: o convite de formatura da nossa turma no velho curso ginasial, nos idos dos anos... (ihh, faz muito tempo, nem vou dizer quando foi, rsss).
- Outro abraço carinhoso ao Odimar Achilles dos Santos, grande amigo e colega desde a adolescência, que também acabo de reencontrar. Hoje, mora em Araraquara e foi, recentemente, nomeado fiscal da natureza e da ordem pública, assim como eu e outros desocupados por recompensa, justiça e merecimento, rss.
- E por falar em fiscal da ordem pública (é uma das manias mais elogiáveis de muitos aposentados), aqui vai um comentário de indignação. O tal golpe do falso seqüestro está se tornando uma ação criminosa por atacado, uma ação em massa, um crime milionário, escancarado e impune. São milhares de pessoas caindo nesse golpe toda semana. Só em São Paulo, de janeiro até agora, foram mais de 3 mil ocorrências registradas. Esse golpe está conseguindo êxito em 20 de cada 100 tentativas!! E mesmo quando o cidadão não cai no golpe porque já foi alertado, assim mesmo tem o transtorno das ligações insistentes e irritantes nos horários mais inoportunos.
- Diante de tudo isso, o que está fazendo o poder público? Alguém viu alguma ação rápida e eficaz contra essa humilhação que o crime impôs à população? Até agora, vi apenas a matéria de capa da revista Veja (última edição). Mas nem todos têm acesso ou lêem a Veja, embora seja a revista de maior circulação no país.
- Bem, se o poder público é lento, míope, enferrujado e tardiamente reativo, vale pensar em algum outro meio que saiba ser proativo, rápido e inteligente. Ocorreu-me a idéia de sugerir a uma grande rede de mídia o lançamento de uma campanha de esclarecimento. Se é o caminho ideal ou não, pouco importa agora. Se se coaduna com os melhores princípios, não sei. Se esta ou aquela rede de comunicação tem a melhor “ideologia”, sei lá. Isso nem interessa muito a essas alturas. Quando a casa está em chamas, toda ajuda articulada e inteligente é bem-vinda, seja da esquerda ou direita, seja de corintianos ou palmeirenses.
- Enviei uma pequena sugestão à Rede Globo. Quem achar que faz sentido, pode reforçar e melhorar a sugestão (podendo basear-se na minuta abaixo) . Para enviar, entre no site da Globo e/ou outras redes. No site da Globo, a seção “fale conosco” está em http://redeglobo.globo.com/TVG/0,,F0-3914,00.html . Basta escrever sua mensagem, depois de preencher seus dados no formulário que aparecerá na tela.
Amigos da Globo,
Vivemos um momento difícil, em que o crime está humilhando o povo brasileiro e zombando do poder público. Penso que nesse contexto a Rede Globo pode dar mais uma sábia demonstração de cidadania e de sua real utilidade pública.
Refiro-me ao golpe do falso seqüestro (por telefone), que está fazendo centenas ou milhares de vítimas no país todos os dias, além de infernizar a vida de outros que, já alertados, nada podem fazer contra as insistentes e irritantes ligações. Uma das maneiras mais rápidas e eficientes de acabar com essa onda criminosa seria por meio da comunicação massiva, através de campanha. Ninguém melhor do que as grandes redes de TV e rádio, especialmente a Globo, para lançar uma iniciativa pioneira, com vinhetas de utilidade pública ou anúncios curtos de outro formato, alertando o telespectador contra essa ação criminosa milionária, escancarada e impune.
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19 fevereiro 2007
APRENDA ESTRATÉGIA DE NEGOCIAÇÃO EM UM MINUTO (HUMOR)
PAI: Meu filho, acho que você precisa pensar na vida. Está na hora de mudar. Chega de internet, baladas, essas coisas. Olhe, vamos dar um jeito nisso. Eu quero que você se case com uma moça que eu escolhi.
FILHO: Não, pai. Quero eu mesmo escolher a minha mulher.
PAI: Pense um pouco, filho. Afinal, a moça é filha do Bill Gates.
FILHO: É?! Bem, neste caso eu aceito.
Então o negociador (pai) vai encontrar o Bill Gates.
PAI: Bill, eu tenho o marido certo para sua filha.
BILL GATES: (Sorrindo) Ora... minha filha é muito jovem, nem está pensando em se casar.
PAI: Ele também é muito jovem, mas é brilhante e tem futuro. Antes mesmo de concluir a universidade já é vice-presidente do Banco Mundial.
BILL GATES: Neste caso, tudo bem.
Finalmente o negociador (pai) vai ao Presidente do Banco Mundial !!!
PAI: Sr. Presidente, eu tenho um jovem que é recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
PRESIDENTE DO BANCO: Desculpe, mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais do que o necessário.
PAI: Mas esse jovem é brilhante e tem grande futuro, além de ser genro do Bill Gates.
PRESIDENTE DO BANCO: Neste caso ele está contratado.
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ENTRE UMA ESCOLA DE SAMBA E OUTRA...
Se seus olhos se cansaram de ficar horas a fio fixos no desfile de carnaval na TV, convém desviá-los para outros pontos por uns instantes. No intervalo entre uma escola de samba e outra, olhe um pouco para a janela (acima)....
OUTRO ESTRAGO PARA A IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR

Está em cartaz o filme TURISTAS, primeira produção norte-americana inteiramente rodada no Brasil. Direção de John Stockwell (Mergulho Radical). Contém mais terror que aventura e não chega a ser lá essas coisas, mas tem tudo para fazer estragos lá fora e causar polêmica aqui no país.
Ocorre que o filme tem potencial para chocar profundamente o telespectador. Não pelos efeitos ou por alguma inovação na carga de terror, mas por aquilo que pretende mostrar sobre o país visitado pelos turistas. Esse país é o Brasil.
Não tenham dúvida: no exterior, será mais um desestímulo aos estrangeiros que tenham o Brasil entre suas opções de turismo. Obviamente, há exageros na história. Mas não foi por acaso que o roteiro colocou o Brasil como terreno minado para turistas desavisados.
Provavelmente haverá protestos e críticas à forma como o filme “detona” a imagem do país, como aconteceu há pouco tempo em relação ao desenho Simpsons, no episódio em que a família vem ao Brasil e passa por maus momentos.
É compreensível que haja protestos contra o filme. Porém, acho que isso não é importante, nada resolve. Nada mudará com protestos simplórios, a não ser em nossa própria percepção, por aumentar a resignação e passividade com o lado podre da nossa realidade. Importante é aproveitar o impacto do filme para ampliar nossa consciência sobre os problemas, agir pela sua solução e “cair a ficha”: se o Brasil está sendo pichado em filmes estrangeiros, algum motivo deve existir de fato. Muito mais inteligente seria sanar essas causas do que protestar e tentar barrar a exibição, como aconteceu no caso do desenho. Para saber mais sobre o filme, clique aqui.
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17 fevereiro 2007
GRITAR ANTES, BRINCAR DEPOIS.
O carnaval está aí. Momento para brincar, vestir fantasia e se divertir. Ou apenas pra relaxar.
Acontece que tá cada vez mais difícil entrar na fantasia sem, antes, gritar contra essa realidade.
Tudo bem, já sabemos que nem tudo por aqui é muito sério. Que o diga De Gaulle, há décadas quase execrado quando insinuou algo nesse sentido.
Tá. Mas, bem ou mal, a maioria de nós já se acostumou com a idéia de viver num pedaço do novo mundo à moda de um mundo bem antigo.
O problema é que essa sina não tem fim!!
Veja: uma das cidades mais belas do mundo é nossa. Mas, perdoe-nos S. Sebastião do Rio de Janeiro, dela fizeram o epicentro de uma epopéia urbana!
Ah, sim, construímos outra capital federal. Planejada, futurista, deslumbrante arquitetura. Porém, já cercada por cinturões de favelas veladamente cultivados pelo neo-populismo e incentivados por quem neles se elege com promessas de lotes em terras públicas e muitas doações de falsa ajuda, aquela forma de auxílio que perpetua miséria na periferia e raposas no poder.
Escrevemos uma Constituição pretensamente moderna, um estatuto da criança com altas inspirações no primeiro mundo e adotamos concepções de direitos humanos também importadas de frentes tidas como avançadas. Mas não se quis copiar do mundo avançado as leis penais, o modelo policial e o sistema carcerário. Nem tampouco a rigidez do controle e fiscalização da gestão pública.
Não se medem esforços para ter (e vender) tecnologias de ponta. A TV com transmissão digital está aí. Carrões com GPS e DVD, também. Mas nada se faz pela ordem no trânsito nem pelas rodovias. Nem mesmo projetos. Só remendos sobre remendos de asfalto, com validade até a data do pagamento às empreiteiras.
Conseguimos escalar um brasileiro em viagem espacial da NASA. Mas aqui embaixo nossos aviões colidem entre si num prosaico tour doméstico.
Novamente, todos os esforços em nome do acesso à tecnologia de ponta. Há mais de cem milhões de celulares nas mãos da população. Mas grande parte dela segue a comer nas mãos do crime organizado (cuja existência a enferrujada legislação não reconhece) por culpa da omissão e descaso do poder público.
Os bandidos espalham o bang-bang, saqueiam dentro das cercas alheias, explodem as metrópoles e trucidam crianças nas ruas da cidade maravilhosa.
Diante de tudo isso, o que fazem os homens que têm o poder e o dever de agir?
Insistem alguns iluminados que nada se deve fazer por enquanto, senão aceitar os fatos, rever nossa história e discutir teses antropológicas. Quem sabe, ainda queiram filosofar sobre o sexo dos anjos. Ou então nos pedir: "sentem-se, que o leão é manso".
Bem, muito bem estamos nós...
A casa está pegando fogo! Os bombeiros chegam com atraso e ainda vêm com essa conversinha de que seu trabalho será apenas sentar pra analisar o projeto da construção!!
Só nos resta cair na folia (mas poderá haver ressaca). Então vamos ao Carvanal. O nome do meu bloco é "FRANCELINO, QUE PAÍS É ESTE?"
(crônica de Ricardo Zani, publicada em Usina de Letras).
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O CARNAVAL POR UM ÂNGULO PRIVILEGIADO
Goste ou não de Carnaval, a festa tem seus momentos famosos. Nesse vídeo, a garota dá um show de ginga, beleza e quase nudez na avenida. Clique aqui para ver.
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15 fevereiro 2007
O RECADO DO MILLÔR PARA AS ANORÉXICAS DA PASSARELA
POR MUITOS MOTIVOS, HÁ TEMPOS SOU ADMIRADOR DO MILLÔR. ELE SEMPRE VAI NA VEIA. AGORA, POR EXEMPLO, COM SUA SÁBIA HOMENAGEM. VEJA, ABAIXO, O QUE ELE DIZ.
Anorexia
"O mundo anda descobrindo coisas. Até a Igreja resolveu descobrir a pedofilia. Coisa que sempre foi a alma da "vocação". Qual era mesmo a "vocação"? Ah, espiritual. Tudo bem, mas ninguém ignora, carne é fraca. Eu sei que é forte. Com descaminhos mais atraentes do que os caminhos. Mas era só ir no dicionário. Convento, "moradia com normas rígidas de comportamento", vem seguido de conventilho, casa de prostituição, muita distração, bixo, muita diversão! O que eu quero dizer com isso? Que as magricelas não tão com nada. Não servem pra uso. As gordonas também não. Só tem umas no ponto. Como a do desenho. " (Millôr)
Visite o site do Millôr. Clique aqui.
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PRA DESCONTRAIR: NOVO VÍDEO DE HUMOR

13 fevereiro 2007
CONTO X CRÔNICA
Ao concluir um texto, na hora de colocá-lo à disposição dos leitores tenho de decidir em qual seção será postado. Dependendo do gênero, devo escolher: seção de contos ou crônicas? Confesso que, às vezes, fico em dúvida. Coço a cabeça e releio o que escrevi. É sério! Essa classificação às vezes não é tão clara, até mesmo para o autor.
Antes de seguir, uma ressalva necessária: embora a crônica tenha estreita relação com jornalismo, penso que possa ficar fora dessa análise a crônica tipicamente jornalística, elaborada para leitor de jornal, pois ela está sujeita a linguagens, formatos e padrões bem específicos . O que eu gostaria de focar é o texto pela ótica mais literária, aquele texto destinado a leitor de livros.
Voltando à questão original, é preciso lembrar que já se fez muita confusão em torno disso. Tanto que Ignácio de Loyola Brandão escreveu, no jornal O Estado de São Paulo:
uma vez, nos anos 80, Analdino Paulino coordenou uma edição de crônicas de amor para um livro que seria brinde da Credicard. Convidou dez autores, eu entre eles. Escrevi a minha. Foi devolvida pelo então diretor de marketing do cartão de crédito. "Estava ruim?" Não, disse o coordenador. Estava boa, ele até gostou. "E por que recusou?" Porque ele pediu crônica e você mandou um conto. "Ah, e o que é conto e o que é crônica para ele?" A resposta serviu para os milhares de teóricos que queimam cabeça. Porque, disse o marketeiro culto, uma crônica não tem diálogos. E como a sua tem, é conto.
A ironia de Ignácio de Loyola, nessa historinha, mostra bem como são pouco conhecidas as características que realmente diferenciam um gênero do outro. Mas pouco ajuda para compreendê-las.
A verdade é que na literatura muito se fala de romance, poesia e conto. A crônica, como estilo, teve bons momentos nos anos 50 e 60, mas caiu para segundo plano. Só agora, com os espaços na internet, blogs e fotoblogs, aparecem os cronistas virtuais e a crônica ressurge.
Mas, voltando às características que ajudam a distinguir conto de crônica, resolvi ir um pouco mais longe. Fui buscar na fertilidade e riqueza do site Anjos de Prata (sim, esse Prata é de Mário Prata), uma pequena lição que pode reduzir as dúvidas sobre o que é conto e o que é crônica. Desde já, recomendo que não se espantem com opiniões radicais como a de Rubem Braga... Acontece que o quadro é tão rico em informações quanto em controvérsias. Mas muito grande para ser reproduzido aqui. Por isso, abro o link para o acesso: clique aqui para abrir.
Agora, para quem quer mais (ou quando aquele site estiver temporariamente indisponível), recomendo a leitura saborosa de Nelson de Olivera, colunista de Rascunho (que se autodenomina o jornal de literatura do Brasil):
Falar sobre a literatura de qualidade é muito mais fácil do que produzir literatura de qualidade. Aliás, parece verdadeira a crença de que é mais fácil discorrer criticamente sobre a boa prosa e a boa poesia do que produzir boa prosa e boa poesia (vem daí a famosa provocação que garante que todo crítico é a sublimação mal costurada do escritor frustrado que habita seu corpo). Há também momentos em que falar sobre o conto e sobre a prosa de ficção em geral é a mesmíssima coisa. Não fiquem espantados, isso vai ocorrer bastante nos próximos parágrafos.
Na prosa, o modernismo literário, buscando a originalidade e fugindo da tradição, deu à luz mil filosofias diferentes de composição, que por sua vez pariram uma imensa variedade de contos, novelas e romances. As múltiplas possibilidades técnicas e estruturais que cada gênero narrativo tem a oferecer desmontam todas as definições clássicas (de Aristóteles aos teóricos contemporâneos) e põe à disposição do escritor infinitos caminhos criativos. Dada essa multiplicidade de modos de composição, a definição contemporânea de conto, novela e romance, para não deixar escapar as narrativas mais avessas a definições, tornou-se bastante elástica. É claro que tal flexibilidade não é exclusiva da literatura, ela deriva da superflexibilidade que nos últimos dois séculos encampou todas as áreas do conhecimento humano.
Por exemplo: que é o conto? Qual a diferença entre o conto, a crônica, a novela e o romance?Edgar Allan Poe baseava sua teoria do conto na relação entre a extensão da narrativa e o efeito (inquietação, medo, dúvida, encantamento, excitação, perplexidade ou qualquer outro) que o autor deseja que a fruição da narrativa provoque no leitor. Para o escritor norte-americano (anos mais tarde, Anton Tchekhov também adotou esse princípio), o conto só produzirá esse efeito único e fulminante, essa impressão total, se for apreendido de uma só assentada e mantiver o leitor sempre em suspense. Por isso, para exercer o domínio sobre o leitor, o conto não deve exigir mais do que duas horas de leitura atenta. Poe estendeu também ao poema sua filosofia da composição baseada no perfeito e explosivo casamento da extensão do texto com o efeito literário pretendido.
Vladimir Propp, por outro lado, não se preocupava com a extensão da narrativa. Ele alicerçou sua rigorosa definição do conto folclórico russo, intitulada Morfologia do conto maravilhoso (1928), na análise cuidadosa das diferentes ações das personagens. A descrição estruturalista de Propp se baseia nas 31 ações constantes (ele as chama de funções) que as diferentes categorias de personagens (sete no total) podem executar ao longo da narrativa. Apesar de considerar apenas o conto popular, de estrutura simples, o sistema de Propp foi posteriormente ampliado pelos seus seguidores europeus para abarcar também o conto literário, muito mais complexo. Porém o altíssimo número de funções nos contos modernos e nos contemporâneos, o desdobramento do caos em tantas ações graúdas e miúdas, em tantas categorias de personagens e de narradores, tudo isso inviabiliza a classificação segundo determinados padrões estruturais.
Ricardo Piglia, incrementando a teoria do iceberg de Ernest Hemingway (o contista talentoso é sempre econômico: seu narrador revela muito pouco, deixando os fatos mais importantes apenas subentendidos), nas suas duas teses sobre o conto também mantém o foco no enredo: para ele todo conto sempre narra duas histórias, uma história visível (a ponta do iceberg) e uma secreta (o imenso corpo submerso do iceberg), narrada de forma elíptica e fragmentária. Para Piglia, o talento do contista está em entrelaçar ambas as histórias, de maneira que só no desenlace seja revelada, de modo surpreendente, a história que se construiu abaixo da superfície em que a primeira veio se desenrolando.
As muitas definições e teorias do conto, amadurecidas por gente como Poe, Tchekhov, Propp, Hemingway, Piglia e tantos outros, por serem detalhistas demais, sempre deixam escapar por entre os dedos bons espécimes. Pouco tem a dizer, por exemplo, sobre o miniconto e o microconto, formas brevíssimas muito praticadas nas últimas décadas. Pouco tem a dizer sobre as novas modalidades de conto, muito distantes de sua forma simples (o conto maravilhoso, transmitido oralmente de geração a geração) e de sua forma modernista (a produção dos contistas citados e também a de Kafka, Cortázar e Guimarães Rosa): o conto em forma de mosaico, feito de recortes de jornais, revistas e livros; o conto minimalista; o conto confessional em espiral, que usa largamente o fluxo de consciência; o conto produzido com os elementos até então só encontrados em poemas, como as assonâncias, as rimas internas e os jogos sutis de linguagem.
A confusão acontece também com as muitas definições e teorias da crônica, da novela e do romance, para ficarmos apenas na prosa. Novamente para diminuir a angústia do diletante e estabelecer as coordenadas mínimas e o repertório básico que permitirão que todos falem a mesma língua, eu voltei do monte Sinai com mais essa tábua de definições:
A diferença entre o conto e a crônica é de natureza, não é de extensão.
A diferença entre o conto, de um lado, e a novela e o romance, de outro, não é de natureza, é de extensão.
A diferença entre a novela e o romance não é de extensão, é de natureza.
Hoje o que diferencia o conto da crônica é a densidade poética.
O conto é pesado, a crônica é leve. O conto deve provocar e inquietar, a crônica deve entreter e deleitar. A crônica é a prosa curta, amena e coloquial, com toques de malícia e humor, sobre os fatos políticos da atualidade ou sobre os hábitos e costumes dos diversos segmentos sociais. O conto é todo o resto, é toda a prosa curta que não é crônica.
Hoje o que diferencia o conto da novela e do romance é principalmente a extensão: o conto é curto, a novela e o romance são longos. O que diferencia a novela do romance é basicamente o número e a disposição das unidades dramáticas: na novela há a sucessão cronológica, em linha reta, de várias unidades dramáticas, sucessão que pode ser prolongada indefinidamente (grosso modo, é como se a narrativa fosse feita de vários contos ligados pela permanência das mesmas personagens). No romance há menor número de unidades dramáticas e todas estão interligadas, ou seja, as células dramáticas não surgem dispostas lado a lado, em linha reta, mas simultaneamente, como em certos móbiles em que cada esfera está ligada a todas as outras.
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CINQUENTÕES DA MINHA CIDADE
Hoje recebi o DVD com a filmagem do Orkontro (*), um encontro de participantes da comunidade "Cinquentões de Lins", do Orkut (comentei aqui há poucos dias). Confesso que estava curioso, talvez um pouco ansioso para vê-lo, como criança que quer logo abrir a embalagem. Tudo o mais fica pra depois...
Interessante como o vídeo nos transporta para lá, para o ambiente da turma, coloca a gente junto às pessoas e resgata aspectos imperceptíveis nas fotografia dos álbuns e nas palavras dos textos. Eu, que até então vinha vendo muitas dessas pessoas apenas por fotos no Orkut, percebi isso de modo bem nítido. Várias delas só reconheci no vídeo, observando as expressões, a fala, os movimentos, o jeito pessoal de cada um...
Só pelo DVD pude reconhecer por completo algumas dessas pessoas e “revisitar” belos traços da personalidade de outras.
Berna, por exemplo, só identifiquei na filmagem. Então reconheci a loira magrinha e sorridente dos meus tempos de 21 de Abril
Cláudio, que morava a dois quarteirões de mim e cuja família transitava pela minha rua, desde a caçulinha até o pai deles, qdo ia e voltava do trabalho, sem esquecer do Zé Vitor e da Cleide.
Aninha Nutti, também do 21 de Abril e, depois, do Banespa, cujo crescimento interior parece ter sido contínuo ao longo de todo tempo.
Luizinho Vieira, que conheci no “Mundo maravilhoso da música”, em minha tênue passagem pela Lins Rádio Club, idos de 1966
Lu Passarelli, que eu não via há 20, 30 anos ou mais... Era amiga da minha irmã Célia. Hoje, depois de tanto tempo, parece ainda mais bonita e elegante...
Sonia, quanto tempo ! Desde que deixei a Alvorada (1976)
Cilmar, que reencontrei pela última vez lá pelos fins de 1976... (a bela voz continua a mesma, a simpatia parece ainda maior, a generosidade avançou bem mais que a idade...)
Edwirges e Célia, assim como o Cilmar, parecem imunes à ação do tempo. Qual o segredo dessa juventude? Sorriso de Célia = puro charme e beleza.
Moacir Amaral, vixe, depois da Piratininga devo tê-lo visto poucas vezes... Engraçado vê-lo agora com charmosos fios brancos. Mais engraçada ele acharia minha atual grisalhice. Parabéns pela silhueta, Moacir!
Fause, de quem também fui aluno, surpreende pela vitalidade e incansável disposição intelectual.
Enfim, ver essas cenas é uma experiência diferente, sensação incomum. Remete a gente a um efeito dominó ao contrário, do fim para o começo. Ou seja, a gente vai resgatando laços, içando imagens, reconstituindo registros.
Foi nesse clima de reencontro nascido na comunidade que tive o prazer de restabelecer alguns contatos fora do Orkut, como Ariovaldo (S.J.Rio Preto), Odimar (Araraquara) e Sérgio Antunes (S.Paulo).
O fato é que, vendo o DVD, pensei: caramba, será que, no final desta etapa no mundo, as pessoas que têm o privilégio de seguir para um plano superior passarão por uma experiência semelhante? Isto é, terão a oportunidade de rever e abraçar tantas pessoas queridas e com as quais têm maiores afinidades? Pelo sim, pelo não, melhor fazê-lo aqui, né? Ou, pelo menos, rever os “créditos e débitos”, para ter direito a ingresso e, quem sabe, um lugarzinho no camarote. Cruzes!
* Algumas das imagens estão disponíveis no site http://www.benonet.com.br . Na página inicial, clique na foto sobre "Choppão Cristal - Orkontro dos 50ões"
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12 fevereiro 2007
DESEQUILÍBRIO AMBIENTAL: ENTENDA AS NOVAS PREVISÕES DOS CIENTISTAS
Quero começar a semana falando de assunto sério e, ao mesmo tempo, retomando o tema que coloquei aqui há poucos dias, com aquele texto sobre escassesz de água.
No dia 2 deste mês foi anunciado para o mundo o novo relatório do IPCC/ONU, com previsões sobre desequilíbrio ambiental. Um documento que pode sacudir a consciência e a posição ecopolítica de muitos países. Mas trata-se de um documento extenso, técnico e profundo, pouco compreensível para muita gente. Por isso, estou trazendo explicações do Sérgio Abranches, comentarista de ecopolítica, que analisa e traduz alguns aspectos do relatório e seu significado para nossa vida e para o mundo. Clique aqui para ouvir o comentário de Abranches.
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07 fevereiro 2007
BALANÇA, BABY. EU GOSTO...
Um momento lúdico-senil pra refrescar e descontrair. Aí está Leidi, my baby, que se animou e embalou na coreografia para minhas lentes. Não perdi nenhuma pose. Deu até pra brincar de slide show. Veja como ficou. Clique sobre a imagem para ver a seqüência de slides com fotos ampliadas.:
.06 fevereiro 2007
ISSO É MAIS SÉRIO DO QUE PARECE: NOSSOS NETOS TERÃO ÁGUA PARA BEBER?
CARTA ESCRITA EM 2070
Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 70, mas a minha aparência é de alguém de 95. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas neste sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de meia hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos raspar a cabeça para a manter limpa sem água. Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios pedindo para cuidar da água, só que ninguém ligava; pensávamos que a água jamais poderia terminar. Agora todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas), como no século passado, porque as redes de esgotos não se usam por falta de água. A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioleta que já não têm a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas da morte. A indústria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e os operários são pagos com água potável em vez de salário. Os assaltos por um litro de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele, uma jovem de 20 anos tem a aparência de 40. Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradando por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, e como conseqüência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137m3 por dia por habitante adulto. A gente que não pode pagar é retirada das “zonas ventiladas”, que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade, mas pode-se respirar. A idade média de vida é de 35 anos. Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio, que é fortemente vigiado pelo exército. A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais que o ouro ou os diamantes. Aqui, em troca, não há árvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se precipitação, é de chuva ácida. As estações do ano têm sido severamente transformadas pelas provas atômicas e da indústria contaminante do século XX. Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era criança, descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse. Ela me pergunta: Papai, por que se acabou a água? Então, sinto um nó na garganta e não posso deixar de me sentir culpado, porque pertenço à geração que acabou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomou em conta tantos avisos e alertas. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível. Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isso quando ainda podíamos fazer algo para Salvar o nosso planeta Terra!
(Texto extraído da revista Crônica de los Tiempos, de abril/2002. Essa carta fictícia está circulando na WEB e também fora dela, mas precisa ser ainda mais divulgada. Por se tratar de um verdadeiro "choque de consciência", peço aos leitores que copiem o texto e repassem. Ajudem a criar uma consciência de preservação da água).
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05 fevereiro 2007
BELAS IMAGENS, COM ARTE E SUTILEZA
Para começar a semana, arte, técnica e sutileza nessas imagens. Todas permitem dupla visão. Observe atentamente... (agradecimentos ao Valdir, de Curitiba-PR, que me enviou as imagens).
02 fevereiro 2007
01 fevereiro 2007
CENAS CURIOSAS NOS BASTIDORES DA LITERATURA BRASILEIRA
Falemos um pouco de curiosidades do mundo literário. “Rua do Ouvidor 110” é um prato cheio para quem gosta dos bastidores da literatura. O livro, que está sendo lançado, relata a história da editora e livraria onde se reuniam os maiores nomes da literatura brasileira das décadas de 30 e 40.
Naquele período, a editora José Olympio conseguiu manter sob o seu selo nomes como Manuel Bandeira, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda – o primeiro time da literatura brasileira!
O livro revela até episódios engraçados da era de ouro da editora e livraria, na Rua do Ouvidor, no Rio, endereço freqüentado por muitos dos escritores da casa e, também, por iniciantes das letras, que se arriscavam a pedir aos mestres que opinassem sobre seus textos.
Conta a história que, certa vez, um jovem autor mostrou seu trabalho ao sisudo e calado Graciliano Ramos, pedindo sua opinião. Graciliano leu e não gostou. Achou tão ruim que rasgou em pedacinhos a “obra”, na presença do jovem autor (que era Joel Silveira, hoje jornalista).
Outra curiosidade mostrada pelo livro é o relacionamento pouco amistoso entre Sérgio Buarque de Holanda e Carlos Drummond de Andrade. Por quê? Pasmem: Sérgio tinha uma namorada que era funcionária de Drummond no Ministério da Educação. Um dia, a moça se queixou ao namorado de que estava sendo assediada pelo chefe. Sérgio foi tirar satisfação com Drummond e ambos acabaram se atracando... Dá pra imaginar aquelas duas figuras saindo no tapa por causa de uma mulher?!
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